Meio ambiente

Paraná adia início da colheita e comercialização do pinhão em 2026

Imagem mostra pinha e pinhões caídos
Foto: Mauro Scharnik/IAT

O cheirinho característico do pinhão cozido, que costuma invadir as casas paranaenses no outono, terá que esperar um pouco mais em 2026. O Instituto Água e Terra (IAT) decidiu adiar o início da temporada de colheita, transporte, comercialização e armazenamento da semente para 15 de abril, quinze dias depois do que era permitido até o ano passado.

A mudança, estabelecida pela Instrução Normativa nº 03/2026, busca alinhar a legislação estadual ao regramento federal e vale tanto para consumo humano quanto para uso em sementeiras. Até 2025, a temporada começava em 1º de abril no Paraná.

Por trás dessa decisão está a preocupação com a extração sustentável da semente, a proteção do ciclo reprodutivo da espécie e o equilíbrio entre geração de renda para comunidades produtoras e conservação ambiental.

A nova normativa também reforça que está proibida a colheita de pinhas ainda imaturas – aquelas verdes, com sementes de casca esbranquiçada e alto teor de umidade. Para estar dentro da lei, só poderão ser exploradas pinhas com maturação adequada (estado deiscente), identificadas pela coloração verde-amarelada ou marrom.

Com a publicação, ficam revogadas a Portaria IAP nº 46, de 26 de março de 2015, e a Instrução Normativa nº 11/2025. A nova instrução passa a ser o principal instrumento de controle da exploração do pinhão no Paraná, buscando equilibrar as atividades econômicas com a preservação da araucária, espécie símbolo do estado e parte importante do bioma Mata Atlântica.

A fiscalização ficará a cargo dos agentes do IAT e do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA). Quem quiser denunciar irregularidades pode entrar em contato com a Ouvidoria do IAT, com os escritórios regionais pelos telefones (41) 3213-3466 e (41) 3213-3873 ou 0800-643-0304, ou ainda com a Polícia Ambiental pelo (41) 3299-1350.

Pinhão movimenta setor econômico no Paraná

A cadeia produtiva do pinhão representa um importante incremento econômico para milhares de famílias paranaenses. Em 2023, dado mais recente disponível, o setor movimentou R$ 22,4 milhões, segundo o Valor Bruto de Produção (VBP), levantamento realizado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). As regiões Central, Sul e Sudoeste do estado concentram o maior volume de produção da semente.

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