Mobilização no Paraná

Bancários param no Paraná após bancos proporem congelamento de salário e reajuste dividido

Imagem mostra um prédio em Curitiba com a fachada vermelha, com uma pessoa e um telefone público na frente. Tem uma placa de proibido estacionar e galhos de árvore.
Adesão à greve varia conforme cada unidade e sindicato. Foto: Arquivo/Átila Alberti/Tribuna do Paraná.

Os bancários do Paraná participam de uma paralisação nacional da categoria nesta quinta-feira (20). O movimento foi definido pelos sindicatos em reação à proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancários (Fenaban), que previa o congelamento do piso de ingresso e a divisão do reajuste salarial em três faixas.

A mobilização pode afetar o funcionamento das agências bancárias, com redução ou até interrupção do atendimento presencial em alguns locais. A adesão ao movimento varia conforme cada unidade e sindicato. A previsão é de retomada da normalidade nesta sexta-feira (21).

A paralisação foi deliberada na segunda-feira (17). Na terça-feira (18), sindicatos e representantes dos bancos participaram de uma nova rodada de negociação. Durante as tratativas, os bancos retiraram da mesa tanto a proposta de reajuste escalonado por faixas salariais quanto o congelamento do piso da categoria.

Segundo a Federação dos Bancários do Estado do Paraná (FEEB-PR), a proposta representava um retrocesso diante de uma campanha que busca não apenas recompor as perdas inflacionárias, mas também garantir valorização salarial e recuperar o poder de compra dos trabalhadores. 

Apesar do recuo, a rodada terminou sem a apresentação de um novo índice de reajuste. A discussão foi adiada para a próxima segunda-feira (24), quando as negociações devem se concentrar no índice econômico e nas demais reivindicações apresentadas pela categoria.

A FEEB-PR defende a reposição integral da inflação medida pelo INPC, acrescida de 5% de aumento real. A pauta também inclui a valorização do piso salarial, avanços na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e melhorias nas cláusulas relacionadas à saúde, às condições de trabalho e aos direitos sociais previstos na Convenção Coletiva. 

A mobilização desta quinta-feira busca ampliar a pressão sobre os bancos, além de informar os trabalhadores sobre o andamento da campanha salarial e cobrar uma proposta que contemple as reivindicações da categoria.

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