A 1ª Promotoria de Justiça de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou a Operação Resgate contra dirigentes de uma ONG de proteção animal nesta sexta-feira (18).
A entidade é investigada por desviar cerca de R$ 1,6 milhão arrecadados em doações, rifas, bingos e sorteios. Durante a ação, equipes policiais cumpriram nove mandados de busca e apreensão em endereços ligados à instituição em Campo Largo e na capital.
A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores do grupo até o limite do montante investigado, além da suspensão imediata de qualquer atividade de captação de recursos pela entidade.
Segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR), o núcleo familiar que controlava a diretoria e o conselho fiscal usava contas pessoais da diretora executiva para reter o dinheiro. As apurações apontam intensa confusão patrimonial, pagamento de despesas pessoais com recursos da ONG, repasses a terceiros para mascarar a origem dos valores e suspeita de fraudes nos sorteios promovidos.
As acusações envolvem crimes de organização criminosa, peculato-desvio, lavagem de dinheiro e infrações contra a economia popular. Por determinação judicial, o processo corre em segredo de Justiça.
