Laranjeiras do Sul

Mutirão com 27 detentos acelera recuperação de oito escolas após temporal no Paraná

Fotografia em plano médio de um trabalhador inspecionando a estrutura de madeira danificada de um telhado sob o qual há entulhos e telhas quebradas. Em primeiro plano e à esquerda, um trabalhador vestindo uniforme azul e chapéu de abas largas azul apóia-se em uma viga de sustentação de madeira, avaliando os danos na cobertura. No plano intermediário, o telhado exibe vigas, caibros e ripas de madeira expostas, com seções desabadas e pilhas de telhas cerâmicas vermelhas desalinhadas ou quebradas sobre uma estrutura de alvenaria. Ao fundo, a paisagem externa nublada é visível através das aberturas da cobertura danificada.
Detentos exercem atividades devido a programa de parceria com prefeituras. Foto: SESP.

Oito unidades de ensino atingidas por um forte temporal em Laranjeiras do Sul, na região Centro-Sul do Paraná, estão sendo reconstruídas por uma equipe formada por 27 detentos do sistema prisional paranaense. A mobilização foi organizada para acelerar os reparos nos prédios e garantir o retorno das crianças às salas de aula sem longos atrasos.

A tempestade registrada neste mês provocou estragos graves no município, derrubando árvores, bloqueando vias com entulhos e danificando a estrutura de escolas e creches. Inicialmente, o grupo trabalhou na desobstrução das ruas e no corte de galhos com risco de queda. Agora, o mutirão está focado nos reparos estruturais e na manutenção geral dos colégios.

Entre os locais em reforma estão o CMEI Adelina Dutra Boeira, as escolas municipais Valdemar Boeira, Therezinha Maria Moretto Andretta, Padre Gerson Galvino e Água Verde, a APM da Escola Teotônio Vilela, além dos colégios estaduais cívico-militares Érico Veríssimo e Professor Gildo Aluísio Schuck.

A mão de obra conta com presos custodiados na Cadeia Pública de Laranjeiras do Sul, além de apenados participantes do Programa Mãos Amigas oriundos de Guarapuava e de convênios locais.

Além de ajudar no restabelecimento da rotina escolar da comunidade, os detentos envolvidos nos trabalhos recebem remição de pena — abatendo um dia de condenação a cada três dias trabalhados no mutirão.

Como funciona o trabalho?

O trabalho no sistema prisional do Paraná abrange funções que vão desde o setor primário, como agricultura e agropecuária, até atividades industriais e serviços prestados a dezenas de municípios por meio de parcerias com prefeituras.

As empresas interessadas em utilizar essa mão de obra participam de editais de chamamento ou credenciamento para atuar diretamente dentro das unidades ou contratar trabalhadores para funções externas, formalizando termos de cooperação.

A participação dos detentos não é automática e passa por critérios rígidos de avaliação conduzidos por uma comissão técnica, considerando requisitos como comportamento, aptidão e o regime de cumprimento de pena.

O principal objetivo da iniciativa é promover a ressocialização e capacitar os apenados para o mercado de trabalho, preparando-os para retornarem à sociedade em melhores condições ao término de suas penas.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google