Investigação

Mulher desaparecida é encontrada enterrada no quintal da própria casa no Paraná

Foto: Arquivo/PCPR.

O corpo de Izabel Brilhador, de 65 anos, foi encontrado nesta terça-feira (15), em Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná. A vítima estava enterrada no quintal da própria casa.

A família havia comunicado o desaparecimento de Izabel no dia 5 de setembro. Desde então, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) instaurou inquérito para localizar a mulher e identificar as causas do sumiço.

O principal suspeito do crime é Anderson Silva, de 31 anos, preso temporariamente na última quinta-feira (10), em Campo Mourão. Interrogado pela equipe policial, ele apresentou uma versão com divergências em relação à cronologia dos fatos e às provas reunidas durante a investigação.

Um dos elementos centrais apurados pela polícia envolve movimentações financeiras atípicas. “Outro ponto investigado é uma transferência via Pix de aproximadamente R$ 80 mil realizada a partir da conta da mulher para o investigado na semana em que ocorreu o desaparecimento”, afirmou o delegado da PCPR Luã Mota.

O delegado também acrescentou que a polícia trabalha com a hipótese de que Izabel tenha sido morta no final de agosto e que o suspeito tenha se passado pela vítima para responder a mensagens da família durante alguns dias.

As investigações continuam e, a princípio, o caso é tratado como feminicídio. O corpo de Izabel foi encaminhado à Polícia Científica para exames periciais que vão determinar a causa da morte.

A Tribuna do Paraná tenta contato com a defesa de Silva. Em nota enviada ao G1 Paraná, a defesa destacou que o suspeito nega envolvimento no crime.

“Esclarece-se que o caso ainda se encontra em fase de investigação, sem conclusão definitiva acerca das circunstâncias do desaparecimento de Isabel. Anderson permanece à disposição das autoridades e prestará todos os esclarecimentos necessários para a elucidação dos fatos. É importante destacar que a prisão decretada possui natureza temporária, medida cautelar própria da fase investigativa, e não se confunde com prisão preventiva, tampouco representa reconhecimento de culpa ou antecipação de condenação”, diz a nota.

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