Guaraqueçaba

Morre vereador que teve 75% do corpo queimado em ataque no litoral do Paraná

Morre vereador que teve 75% do corpo queimado em ataque no litoral do Paraná
Homem ateou fogo em João Luiz Pinheiro. Foto: Câmara Municipal de Guaraqueçaba

Morreu nesta sexta-feira (05/06) o vereador João Luiz Pinheiro Francisco (PSDB), de 45 anos. Ele estava internado desde abril, depois de ter 75% do corpo queimado ao sofrer um ataque em Guaraqueçaba, no Litoral do Paraná.

O crime aconteceu no dia 26 de abril na Ilha das Peças, onde o vereador morava e administrava uma mercearia. Na ocasião, um homem usou combustível para atear fogo em João Luiz.

A vítima foi socorrida e levada ao Hospital Regional de Paranaguá em estado grave. Devido à gravidade das queimaduras, ele foi transferido e estava sendo tratado no Hospital Universitário de Londrina.

Em nota divulgada nesta sexta-feira, a Câmara Municipal de Guaraqueçaba lamentou a morte do parlamentar. “Homem público de trajetória marcada pela seriedade, humildade e compromisso com a população, João Luiz dedicou sua vida à defesa dos interesses da comunidade, especialmente da Ilha das Peças, onde construiu uma história de trabalho, respeito e representatividade”, diz o comunicado.

Informações sobre o velório e o sepultamento ainda não foram divulgadas.

Homem que ateou fogo em vereador está preso

O suspeito de atear fogo no vereador de Guaraqueçaba foi preso em flagrante. De acordo com a Polícia Civil, o homem, de 49 anos, teria praticado o ato de forma premeditada ao usar combustível para incendiar a vítima.

Segundo a investigação, a motivação do crime está relacionada a um conflito envolvendo uma embarcação utilizada pelo investigado para trabalhar. “O barco era deixado de forma irregular na faixa de areia, gerando reclamações de moradores e atuação da vítima, na condição de vereador, para intermediar a situação”, disse o delegado Emmanuel Lucas Moura.

Testemunhas disseram que o suspeito do atentado demonstrou insatisfação com a vítima por causa das reclamações. Ele foi visto rondando o local do crime diversas vezes antes de cometer o ataque.

Com a morte do vereador, o investigado — que havia sido autuado inicialmente por homicídio qualificado na forma tentada — deve responder por homicídio qualificado consumado, com as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google