O caso veio à tona após estudantes desconfiarem do equipamento fixado na parede do banheiro feminino, que, por cerca de três anos, era apresentado pela gestão da escola como um sensor de fumaça.
Ao verificarem a estrutura por conta própria, alunas constataram que o aparelho escondia, na verdade, uma câmera em funcionamento, o que gerou forte revolta, protestos em frente à unidade escolar e pedidos de explicação sobre quem tinha acesso ao monitoramento das imagens.
Investigações e posicionamento dos órgãos
Consultada nesta quinta-feira (22) sobre os avanços na investigação criminal, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) informou que o inquérito policial segue em andamento para apurar os detalhes da instalação e o eventual armazenamento de material, sem novas atualizações liberadas até o momento.
Já a Polícia Militar do Paraná (PMPR) afirmou que os monitores militares que trabalham nas escolas cívico-militares são policiais aposentados contratados diretamente pela Seed-PR. Por esse motivo, a corporação informou que não tem responsabilidade administrativa ou institucional sobre a contratação e conduta desses profissionais no ambiente escolar.
A Seed-PR reforça que mantém a apuração interna por meio de comissão técnica e lembra que a Resolução nº 5.206/2026 proíbe qualquer tipo de monitoramento ou gravação por vídeo em sanitários e vestiários das escolas estaduais, estando os envolvidos sujeitos a sanções administrativas, civis e penais.
