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Ministério Público investiga suspensão de julgamento de ex-policial em Curitiba

Tribunal de Justiça do Paraná.
Tribunal de Justiça do Paraná. Foto: Albari Rosa / Gazeta do Povo (Arquivo)

Em nota divulgada nesta sexta-feira (11), o Ministério Público do Paraná se manifestou a respeito da suspensão do julgamento envolvendo o ex-policial Ronaldo Massuia Silva. Ele é acusado de assassinar o fotógrafo André Muniz Fritoli num posto de gasolina de Curitiba em maio de 2022. A juíza presidente da sessão dissolveu o Conselho de Sentença depois que receber a informação de que Massuia havia tentado suicídio enquanto aguardava numa cela durante o julgamento.

A Promotoria de Justiça que atua no caso procurou, de pronto, depois de observar que a situação na carceragem se mostrava controlada, ouvir uma das vítimas do caso, que acompanhava a sessão de julgamento.

O Ministério Público divulgou em nota que determinou a instauração de um inquérito policial para apurar o ocorrido. Uma avaliação psiquiátrica foi solicitada pelo MPPR a médicos do Complexo Médico Penal, onde Massuia se encontra custodiado.

O que aconteceu durante o julgamento

O Conselho de Sentença do júri envolvendo o ex-policial federal Ronaldo Massuia Silva, acusado pelos crimes de homicídio qualificado consumado e sete tentativas de homicídio, foi dissolvido nesta quinta-feira (10) por decisão da juíza presidente da sessão. O réu foi atendido por um bombeiro civil do Tribunal do Júri e depois pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após ter sido encontrado na carceragem tentando tirar a própria vida.

A defesa de Ronaldo Massuia Silva esclareceu em nota que o advogado Heitor Luiz Bender percebeu que o réu, recolhido em uma cela nas dependências do julgamento, estava atentando contra a própria vida, sem acompanhamento ou monitoramento naquele momento. Diante da situação, o advogado entrou no plenário e pediu socorro aos policiais.

Em nota, o Ministério Público do Paraná informou que Massuia não apresentava lesões no pescoço e seus sinais estavam normais, sendo possível o retorno à unidade prisional de origem sem a necessidade de atendimento hospitalar. A situação, no entanto, gerou pânico dentro do plenário. Num primeiro momento, não se sabia ao certo o que tinha ocorrido.

A defesa esclareceu que o caso se tratou de “uma situação real e extremamente grave”. Nesse sentido, a banca de defesa “repudia veementemente qualquer insinuação de ‘encenação’ ou ‘teatro de suicídio’, supostamente realizado com o objetivo de suspender a sessão de julgamento”.

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