O mel produzido em Capanema, no Sudoeste do Paraná, conquistou uma Indicação Geográfica (IG) concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) nesta terça-feira (20). Com o novo registro, o Paraná chega a 29 Indicações Geográficas e mantém a liderança nacional nesse tipo de certificação.
O reconhecimento é na modalidade Denominação de Origem, que atesta que as características do produto estão diretamente relacionadas a fatores naturais e humanos da região. A produção de mel em Capanema tem mais de 50 anos de história e é baseada na agricultura familiar.
A particularidade do produto está relacionada à interação das abelhas com a flora nativa da Mata Atlântica preservada no Parque Nacional do Iguaçu, na fronteira entre Brasil e Argentina.
O pedido de reconhecimento foi apresentado pela Associação de Apicultores de Capanema e Região (Apic). Atualmente, os produtores ligados à entidade mantêm cerca de 5 mil colmeias e produzem aproximadamente 60 toneladas de mel por ano, comercializadas no mercado regional e em estados como São Paulo e Rio Grande do Sul.
Além de valorizar a origem e a identidade do produto, a certificação pode ampliar as oportunidades de comercialização e de turismo rural. Alguns apiários da região já recebem visitantes em atividades organizadas pela associação, que incluem acompanhamento técnico e demonstrações do processo de extração e tratamento do mel.
O reconhecimento também reforça a posição do Paraná na produção nacional de mel. Segundo a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o estado foi o segundo maior produtor brasileiro em 2025, com 10,7 mil toneladas, alta de 7,1% em relação ao ano anterior.
Em valor de produção, porém, ficou em primeiro lugar, com R$ 217,7 milhões, o equivalente a 17,9% do total nacional. Com a nova certificação, o Paraná passa a ter quatro méis com Indicação Geográfica, incluindo os de Ortigueira e do Oeste do estado, além do mel de melato da bracatinga, cujo território reconhecido também abrange municípios paranaenses.
