Médicos do Hospital de Clínicas decidiram ontem parar a partir de segunda-feira. O objetivo é protestar contra a medida provisória que reduz em 50% os salários dos 48 mil médicos servidores federais ao aumentar a carga horária de 20 para 40 horas semanais sem ajuste dos vencimentos. A categoria vai parar o ambulatório e todos os setores de atendimento eletivo. Segundo o médico Eduardo Lourenço, chefe de plantão da unidade de urgência do HC, a paralisação não atingirá pacientes que necessitem de atendimentos urgentes: “Não vamos comprometer as pessoas que precisem de cuidados rápidos e estão em estado grave ou em pleno tratamento”.

A paralisação vai até o próximo dia 31, quando acontece nova reunião entre a comissão de negociação dos funcionários do HC e a reitoria da Universidade Federal do Paraná. Um dia antes, o reitor Zaki Akel, vai negociar as reivindicações dos médicos servidores federais em Brasília.

Repúdio

O Conselho Federal de Medicina alega que a medida provisória desconsidera a lei que desde 1961 determina carga horária semanal de 20 horas para médicos, diferente dos demais servidores, cuja jornada é de 40 horas. Em nota oficial, a Associação Médica do Paraná, o Conselho Regional de Medicina do Paraná e o Sindicato dos Médicos do Paraná manifestaram repúdio à MP. “A malfadada medida (…) visa alterar conquistas auferidas pelos médicos já consolidadas pelo tempo, o que lhes garante o direito adquirido e, o que é mais grave, intenta diminuir salários e carga horária afeitas a legislação específica”, cita.

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