A Prefeitura de Londrina iniciou, nesta semana, a oferta do medicamento nirsevimabe pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O imunobiológico atua na proteção contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite e pneumonia em bebês.
Assim como o palivizumabe, já disponível na rede pública do Paraná, o nirsevimabe não é uma vacina, mas um imunobiológico de imunização passiva, que fornece anticorpos prontos para a proteção contra o VSR.
A principal diferença entre os dois está no esquema de aplicação: enquanto o palivizumabe exige doses mensais durante o período de maior circulação do vírus, o nirsevimabe é administrado em dose única.
A aplicação é indicada para bebês prematuros, nascidos com idade gestacional igual ou inferior a 36 semanas e seis dias, independentemente do peso, além de crianças com menos de 24 meses (até 1 ano, 11 meses e 29 dias) que apresentem comorbidades previstas nos critérios de inclusão. Em Londrina, para os prematuros, o nirsevimabe será ofertado durante todo o ano.
As aplicações serão realizadas no Hospital Universitário (HU) e no Hospital Evangélico de Londrina (HEL). Pais e responsáveis de crianças nascidas entre setembro de 2025 e janeiro de 2026 que se enquadrem nos critérios e não tenham recebido o medicamento no nascimento podem procurar uma Unidade Básica de Saúde para receber orientações.
Para a secretária municipal de Saúde, Vivian Feijó, a medida representa um avanço na prevenção infantil. “Seguimos comprometidos em reduzir internações, evitar complicações respiratórias graves e fortalecer a prevenção de doenças respiratórias infantis em Londrina”, afirmou.
O medicamento foi incorporado à rede da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa). Ao todo, o Paraná recebeu 1.366 doses do Ministério da Saúde para distribuição entre os municípios. Londrina recebeu 111 dessas doses.
Na Região Metropolitana de Curitiba, o Hospital Infantil Waldemar Monastier, em Campo Largo, está entre as 35 unidades que receberam o novo medicamento. A distribuição é feita pelas Regionais de Saúde, que repassam as doses aos hospitais com maternidades de alto risco.



