O Ministério Público do Paraná (MPPR) obteve a primeira condenação em Paranaguá, no Litoral, no âmbito da Operação Panóptico, que investiga a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC), considera a maior organização criminosa do país, dentro de unidades prisionais.

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A sentença foi proferida na quarta-feira (7) pela 2ª Vara Criminal de Paranaguá, no Litoral do estado, e condenou um homem a 16 anos, 9 meses e 18 dias de prisão por integrar a facção criminosa.

Segundo a denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o condenado ocupava posição de liderança na estrutura da organização. Entre suas funções estavam orientar e fiscalizar integrantes, aplicar procedimentos disciplinares e manter a organização interna do grupo.

Celular revelou estrutura da organização criminosa

As investigações reuniram provas da existência de uma estrutura hierárquica, com divisão de funções e mecanismos de controle, além de comunicação entre integrantes presos e pessoas em liberdade.

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Entre os elementos analisados estão dados extraídos de um celular apreendido no endereço do condenado, que continha documentos internos da facção, como estatuto e cartilha disciplinar, além de conversas em grupos de WhatsApp usados para transmitir ordens, atualizar cadastros, arrecadar recursos e divulgar decisões internas.

Os investigadores também identificaram registros dos integrantes, com nomes, apelidos, histórico prisional e funções exercidas na organização. As apurações apontaram ainda a Ilha dos Valadares, em Paranaguá, como local de concentração de lideranças e articulação das atividades da facção.

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Mensagens tratavam da arrecadação de dinheiro, de auxílio financeiro e logístico a pessoas presas e da comunicação entre membros dentro e fora do sistema penitenciário.

Operação Panóptico teve 333 denunciados no Paraná

Deflagrada em 15 de junho deste ano, a Operação Panóptico mobilizou os dez núcleos do Gaeco no Paraná e forças da Secretaria de Estado da Segurança Pública. Ao todo, foram expedidos 559 mandados judiciais, sendo 304 de prisão e 255 de busca e apreensão em quatro estados: Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Em Paranaguá, o MPPR apresentou 21 denúncias, que somam 23 réus e já foram recebidas pela Justiça. Os processos estão em diferentes fases de tramitação, e a condenação anunciada nesta semana é a primeira entre os denunciados na comarca.