Campos Gerais

Landspout: entenda como funciona o raro “mini-tornado” visto no Paraná

Fotografia em plano geral e enquadramento amplo registrada ao ar livre, capturando a formação de um tornado em área rural sob tempo severo. Em primeiro plano, na metade inferior, estende-se uma ampla vegetação rasteira e um campo agrícola em tons de verde e dourado, cortado na diagonal por cabos de energia elétrica que atravessam o campo visual. No plano intermediário, estendem-se colinas suavemente onduladas e faixas de mata nativa ao longo do horizonte. À esquerda, destaca-se uma torre metálica de transmissão de energia elétrica em meio ao relevo. À direita do centro, uma funil de poeira e condensação conecta a base de uma nuvem escura diretamente ao solo. Ao fundo, o céu é dominado por uma massa densa e carregada de nuvens tempestuosas em tons de cinza-chumbo e escuro, cobrindo quase toda a metade superior da imagem.
Registros são dos Campos Gerais do Paraná. Foto: Thais Krapp e Elias Freitas/Reprodução/RPC TV.

O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) classificou a ocorrência de um outro tipo de tornado no estado. Imagens feitas por moradores dos Campos Gerais indicaram o momento em que uma espécie de nuvem funil se aproxima do solo próximo às 12h desta quinta-feira (1º). 

Em uma área rural entre Carambeí e Ponta Grossa, é possível observar o céu tomado por nuvens e, no centro, um funil que se aproxima do solo. No vídeo, a extremidade da formação parece apresentar um movimento de rotação.

De acordo com a classificação do Simepar, o episódio é um tornado landspout, um fenômeno geralmente de fraca intensidade e curta duração. Diferentemente de outros episódios registrados neste ano no estado, esse tipo de tornado não está associado à formação de uma supercélula.

O que é um tornado landspout?

Diferentemente do tornado clássico, o landspout não se forma a partir da rotação central de uma grande tempestade. O fenômeno ocorre quando uma corrente de ar ascendente, associada ao crescimento de uma nuvem, captura e estica uma rotação que já existia próxima à superfície.

O processo começa perto do solo. O aquecimento da superfície pela radiação solar provoca a formação de correntes de ar e pode favorecer pequenos redemoinhos horizontais ou giros locais, especialmente quando há ventos de diferentes direções.

Acima dessa área de rotação, o ar quente e úmido começa a subir rapidamente, contribuindo para a formação de uma nuvem em estágio de crescimento. A corrente ascendente criada pelo desenvolvimento da nuvem atua como uma espécie de mecanismo de sucção, puxando o ar em direção à base da formação.

Quando a nuvem em crescimento se posiciona sobre uma área onde já existe uma rotação próxima ao solo, a corrente ascendente pode capturar esse giro e direcioná-lo para cima. À medida que a rotação é esticada verticalmente em direção à base da nuvem, a coluna de ar se torna mais estreita e concentrada, dando origem ao landspout.

O fenômeno já foi registrado anteriormente no Brasil. Em dezembro de 2025, outro tornado desse tipo atingiu a zona rural de Oscar Bressane, no interior de São Paulo. Embora existam registros no país, a formação de landspouts ainda é considerada rara.

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