Um esquema suspeito de movimentar recursos por meio de empresas de fachada é alvo de uma operação realizada nesta quarta-feira (4), no Paraná e em outros três estados. A ação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Receita Federal, resultou no bloqueio judicial de aproximadamente R$ 271 milhões em patrimônio. As suspeitas envolvem crimes tributários e lavagem de dinheiro.

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A investigação está concentrada em negócios ligados ao comércio de produtos de origem animal destinados à indústria de biocombustíveis. Mais de 30 empresas são investigadas por possíveis irregularidades nas transações de gordura e sebo animal. A suspeita é de que parte das vendas ocorresse sem documentação fiscal, permitindo que valores circulassem fora dos registros utilizados para a cobrança de impostos.

Para aprofundar a apuração, as autoridades cumprem 64 ordens judiciais de busca e apreensão. A maior parte das diligências ocorre em território paranaense, incluindo o município de Arapongas, na região Norte. As equipes também atuam em outros estados para localizar documentos e materiais relacionados às movimentações investigadas.

Além das buscas, a Justiça impôs restrições sobre imóveis, terrenos e veículos associados aos suspeitos. O patrimônio, avaliado em cerca de R$ 271 milhões, fica sujeito às determinações judiciais para evitar que os bens sejam transferidos ou escondidos enquanto o caso é investigado.

Investigação desde 2019

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As suspeitas começaram a ser apuradas em 2019. Desde então, o trabalho dos investigadores busca reconstruir o caminho percorrido pelos recursos, identificar quem controlava as empresas e estabelecer a participação de cada envolvido nas operações comerciais.

A existência de empresas sem atividade econômica efetiva é uma das hipóteses examinadas pelas autoridades. A investigação também procura dimensionar os possíveis prejuízos aos cofres públicos decorrentes das transações realizadas sem o pagamento dos tributos correspondentes.

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Até a divulgação das informações nesta quarta-feira, não havia confirmação de prisões nem identificação pública dos investigados. As diligências continuam, e o material recolhido deverá subsidiar as próximas etapas da apuração.