Reservar e investir parte do salário, mesmo que seja uma quantia pequena, pode trazer bons rendimentos às famílias. O mercado oferece diversas opções para quem pretende investir, mas antes de qualquer aplicação é importante estar em dia com seus compromissos financeiros e conhecer bem quais possibilidades são compatíveis com a sua renda, já que cada banco estabelece valores mínimos para início da aplicação, índice de rendimentos ou taxas para a operação do serviço.

“A pessoa pode investir quando ela se organiza, tem sua receita mensal e despesas relacionadas e controladas. Por menor que seja o valor, já pode começar a investir”, afirma o economista e membro do conselho consultivo do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças – Paraná (Ibef-PR), Luiz Afonso Cerqueira. A opção mais conhecida é a poupança. Mais simples e prática que as demais formas de investimento, ela permite que qualquer valor seja depositado na conta, que pode ser movimentada a qualquer momento. A remuneração, porém, não é a maior.

Outra possibilidade que vem ganhando destaque entre os investidores e não demanda grandes volumes de dinheiro é o tesouro direto, em que o investidor compra títulos do governo. “É uma espécie de nota promissória emitida pelo Tesouro Nacional, com vários tipos diferentes de remuneração. Tem sido bastante comum, é relativamente simples de ser feito e paga uma boa remuneração, até melhor que a poupança”, avalia Cerqueira. Geralmente os títulos não possuem prazo determinado de aplicação e é possível revende-los, recebendo os rendimentos.

“Qualquer outro tipo de investimento depende da instrução e da negociação com o gerente, depende de cada banco”, orienta o especialista em finanças da FAE Centro Universitário, Amilton Dalledone Filho. Ele cita como outra possibilidade de aplicação os fundos de investimentos, aplicações coletivas que são destinadas a variados perfis de investidores. “Cada fundo tem um tipo de remuneração, conforme a composição e a gestão”, explica. Entre eles está o Certificado de Depósito Bancário (CDB), uma espécie de empréstimo feito ao banco, que rende remuneração variada.

Segurança

Independente do investimento escolhido e do valor aplicado, é importante que o hábito de poupar seja constante. O “comportamento de guardar dinheiro”, destacado pela assistente social financeira Maria Angela Abate Gasparini, garante uma segurança financeira e pode evitar que em momentos inesperados as famílias recorram a operações que demandam juros.

“É um respiro financeiro, se a família tiver dificuldade não vai pagar juros, porque juros é igual a dinheiro jogado fora”, alerta. Ela ainda indica a reserva mensal do valor correspondente a um dia de trabalho, se possível, e destaca que apesar do rendimento de cada aplicação, o importante é poupar. “Não se pode pensar só na rentabilidade, o compromisso é guardar dinheiro”, diz.