O Instituto Água e Terra (IAT) encerrou as atividades de uma trilha clandestina que dava acesso ilegal ao Parque Estadual Pico Paraná. A passagem atravessava um terreno particular lindeiro à Unidade de Conservação (UC), entre Campina Grande do Sul e Antonina.
O proprietário da área recebeu três Autos de Infração Ambiental (AIAs) que, somados, chegam a R$ 23 mil. As infrações incluem:
- Facilitar o acesso irregular ao parque;
- Desrespeitar o embargo prévio da trilha;
- Dificultar a ação dos fiscais.
A operação fez parte de uma força-tarefa realizada entre 24 e 31 de março. Além da multa, o acesso foi bloqueado e novas placas de sinalização foram instaladas para guiar os aventureiros pelo caminho correto.
Como acessar o Pico Paraná
Para subir o ponto mais alto do Sul do Brasil sem dor de cabeça (e sem multas), o visitante deve seguir o protocolo oficial:
- Cadastro Obrigatório: Realizado nas bases do IAT dentro da Unidade de Conservação.
- Informações Necessárias: Dados pessoais, contatos de emergência e horário de início da trilha.
- Check-out: Ao finalizar o passeio, é obrigatório retornar à base para dar baixa na ficha.
Como as trilhas de montanha são exigentes, o IAT solicita dados sobre o preparo físico, experiência em montanhismo e a conferência de itens de segurança (lanterna, apito, pilhas extras).
O descumprimento das regras pode gerar multas que variam de R$ 500 a R$ 10 mil, conforme o Decreto Federal 6.514/2008.
Sobre o Gigante do Sul: Pico Paraná
O Parque é um santuário da biodiversidade e um desafio para montanhistas:
- Altitude: 1.877,39 metros (o maior do Sul do País).
- Ecossistema: Abriga desde florestas densas com árvores de 30 metros até espécies raras como a onça-pintada e a suçuarana.
- Estrutura: Possui cinco picos e um morro principais, com trilhas que variam de 3,5 km a 10 km.
A Unidade de Conservação funciona todos os dias e possui base de atendimento 24 horas.



