Saúde

Hospital dos Campos Gerais faz primeira aplicação de polilaminina em paciente

Fotografia em plano médio de uma equipe médica realizando um procedimento cirúrgico em uma sala de cirurgia hospitalar. Em primeiro plano, à esquerda, aparecem dois cirurgiões vestidos com trajes cirúrgicos azuis, toucas descartáveis e máscaras de proteção cobrindo o nariz e a boca. O profissional mais próximo ao centro está inclinado sobre a mesa de cirurgia, vestindo luvas brancas de procedimento e manipulando instrumentos cirúrgicos na região operatória coberta por campos estéreis azuis. O cirurgião ao lado observa atentamente a intervenção. No plano intermediário, acima da mesa cirúrgica, posiciona-se um equipamento de imagem em arco (tipo C-arm), parcialmente coberto por uma proteção plástica estéril transparente. Outros membros da equipe médica aparecem ao fundo, também utilizando vestimentas hospitalares e máscaras. O ambiente é iluminado por luzes clínicas brancas, evidenciando a esterilidade e a alta tecnologia do centro cirúrgico.
Aplicações já haviam sido realizadas em Curitiba e em Cascavel. Foto: UEPG.

O Hospital da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HU-UEPG), nos Campos Gerais do Paraná, realizou pela primeira vez a aplicação da polilaminina em um paciente com lesão medular aguda. O procedimento ocorreu no dia 23 de setembro.

O medicamento foi aplicado em um homem de 35 anos que fraturou a coluna após cair de um telhado. Empregado no setor de fumicultura (produção de tabaco), ele fazia a manutenção da estrutura quando sofreu o acidente.

A possibilidade de utilizar a substância surgiu quando o hospital identificou que o paciente atendia aos critérios exigidos para o tratamento. A equipe do neurocirurgia do HU-UEPG já conhecia os requisitos para a indicação, mas ainda precisava estabelecer contato com os responsáveis pelo estudo.

O procedimento exigiu a liberação do medicamento experimental pelo Laboratório Cristália e a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Uma equipe especializada do Rio de Janeiro foi até Ponta Grossa para orientar e acompanhar a aplicação.

Segundo informações do Bom Dia Paraná, da RPC TV, até esta segunda-feira (12), o homem segue internado no hospital para acompanhamento e reabilitação da lesão medular.

Como é a aplicação da polilaminina

A polilaminina é uma substância derivada da laminina, proteína naturalmente presente no organismo que ajuda a orientar o crescimento das células. O medicamento experimental funciona como uma espécie de “andaime”, favorecendo a reconexão de células nervosas após uma lesão na medula espinhal.

Como ainda está em fase inicial de avaliação em humanos, seu uso ocorre em caráter compassivo, mediante análise individual e autorização dos órgãos competentes. A utilização da polilaminina é restrita a pacientes que atendam a critérios específicos: lesão na região torácica, trauma ocorrido há no máximo 72 horas, déficit neurológico completo e idade entre 18 e 72 anos.

Quando a doação do medicamento é aprovada, as aplicações são realizadas por neurocirurgiões credenciados. O procedimento consiste em uma punção medular, ou seja, uma injeção diretamente no local da lesão. Após a aplicação, a recuperação depende de uma reabilitação intensiva, com sessões diárias de fisioterapia.

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