Começa na próxima segunda-feira a vacinação contra a gripe A (H1N1) para as gestantes (até 21 de maio), bebês e pessoas com doenças crônicas (até 2 de abril). Não será exigido atestado médico.

As doses serão dadas nas unidades de saúde dos municípios. Em Curitiba, somente as unidades 24 horas é que não oferecerão o serviço. Em todo o Paraná, espera-se vacinar 5 milhões de pessoas até o final da campanha, depois que todas as categorias receberem as doses. Só devem receber a vacina os bebês a partir dos seis meses de idade e com menos de dois anos.

Somente para a capital, a Secretaria Municipal de Saúde já recebeu 116 mil doses na última quinta-feira. Ontem, elas foram distribuídas nas unidades de saúde. De acordo com Raquel Farion, enfermeira da coordenação da Central de Distribuição de Vacinas de Curitiba, o restante das doses virá na semana que vem, já que estima-se que 192 mil pessoas sejam imunizadas nessa fase.

Raquel lembrou da importância da conscientização das grávidas e dos doentes crônicos. “Ficou definido que não pediremos atestado para essas categorias para não sobrecarregar os serviços médicos. Porém, é fundamental que só tomem a vacina quem está nessas categorias, para não faltar vacina ao final da campanha”, afirmou.

Os doentes crônicos são obesos mórbidos, asmáticos, doentes neuromusculares com comprometimento da função respiratória, imunodeprimidos por uso de medicação ou doenças crônicas, diabéticos, portadores de doenças pulmonares obstrutivas crônicas, pacientes com terapêutica com salicilatos, portadores de síndrome clínica de insuficiência cardíaca, portadores de cardiopatias, hipertensão arterial pulmonar, valvulopatias, cardiopatas isquêmicos, hipertensivos com disfunção ventricular, cardiopatas congênitos cianóticos e acianóticos, e ainda miocardiopatas e periocardiopatas.

Segundo Raquel, não foram dadas recomendações unificadas para cada equipe das unidades de saúde sobre como proceder em relação a não exigência dos atestados.

“Temos uma meta a atingir, e cada equipe deve se organizar de tal modo que não falte a vacina”, disse a enfermeira. Os bebês e doentes crônicos deverão tomar duas doses.

A segunda dose deve ser tomada 30 dias depois da primeira. Para tomar a vacina, é preciso levar um documento de identificação e a carteirinha de vacinação. Ontem terminou a primeira fase da vacinação, cujo público alvo foram os profissionais de saúde (que terão contato direto com os doentes) e os índios.