Na quinta-feira (9), um gato-maracajá (Leopardus wiedii) foi encontrado em um condomínio de Maringá, no norte do Paraná. Também conhecido como gato-do-mato, trata-se de uma espécie nativa ameaçada de extinção, de acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Ministério do Meio Ambiente (MMA).
Os moradores encontraram o gato-maracajá na garagem do prédio, escondido embaixo dos carros. O felino foi resgatado pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), seguindo protocolos de manejo de fauna para evitar que ele se machucasse.
Depois de ser retirado do condomínio, o animal foi encaminhado ao Centro de Apoio à Fauna Silvestre (CAFS), onde passará por uma avaliação veterinária. Os exames devem avaliar as condições de saúde e o comportamento do felino, subsidiando sua reintrodução ao habitat natural.
A suspeita é de que o animal tenha entrado no condomínio por uma área de mata nativa localizada nas proximidades.
Características do gato-maracajá
Segundo o ICMBio, o gato-maracajá pode ser encontrado nos biomas Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pampa, mas é predominantemente associado a ambientes florestais. Tem hábitos noturnos e geralmente caça sozinho, alimentando-se de mamíferos de pequeno e médio porte. Suas características são semelhantes às da jaguatirica, mas ele tem porte menor.

A Polícia Ambiental reforça que a gestão de animais silvestres deve ser feita pelo Instituto Água e Terra (IAT), órgão ambiental paranaense. O BPMA presta apoio em casos específicos, quando há risco à segurança das pessoas ou do animal, ou no combate a crimes ambientais.
O que fazer se avistar um animal silvestre
Em caso de avistamento de animais silvestres na cidade, a orientação da BPMA é de não tentar se aproximar e não tentar alimentar o animal. É preciso acionar imediatamente os canais oficiais de fiscalização ambiental do IAT.
Telefones do IAT
Curitiba e Região Metropolitana: (41) 3213-3465 ou (41) 99554-3114.
Maringá: (44) 3226-1805 ou (44) 3226-3665
Londrina: (43) 3373-8700
