O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Tico Kuzma (PSD), não compareceu ao depoimento marcado para esta sexta-feira (10) no Conselho de Ética da Casa. Ele é testemunha do processo ético-disciplinar (PED 01/2026), indicado pela defesa do vereador Eder Borges (Novo), alvo de processo por quebra de decoro parlamentar.
Kuzma pediu para ser excluído da lista de depoentes por questões de saúde e licença-luto, devido à morte da sua mãe. Com a ausência do presidente da CMC, o Conselho optou por encerrar a sessão. Borges também seria ouvido nesta sexta. Uma nova data será agendada na segunda-feira (13) para novo depoimento.
Segundo informações da CMC, Pierre Lourenço e Maurício Vitor de Souza, advogados de defesa de Borges, disseram que Kuzma não teria prerrogativa para pedir a própria exclusão, e estaria disponível para depor na próxima semana. Pierre entende que a falta de depoimento do presidente da Câmara pode prejudicar a defesa.
O pedido de exclusão de Kuzma foi submetido pelo presidente do Conselho, Hernani (Republicanos) aos membros do colegiado. Apesar do placar de 3 votos a 2 pela exclusão, como o Conselho conta com nove membros e as discussões exigem pelo menos cinco votos no mesmo sentido, não houve definição quanto ao pedido do presidente da CMC.
Os advogados de defesa de Borges pediram prazo até segunda-feira para avaliar a troca da testemunha. Lourenço reforçou que, se a defesa não encontrar um nome, vai insistir no depoimento de Kuzma.
A indefinição levou Hernani a propor discussão sobre a prorrogação do prazo do processo, cujo encerramento está marcado para 31 de julho. Segundo a CMC, será necessária a convocação de uma sessão extraordinária para votar em plenário a extensão do processo por mais 60 dias. O presidente do Colegiado e as vereadoras Rafaela Lupion e Laís Leão votaram pela prorrogação, enquanto Professor Euler e Jasson Goulart votaram contra. Sem os cinco votos necessários para validar uma definição do Conselho, o prazo atual permanece.
O vereador Eder Borges responde a dois processos por quebra de decoro parlamentar por episódio ocorrido no dia 1º de abril no plenário da Câmara de Curitiba. Após uma Tribuna Livre com trabalhadores da Educação, o parlamentar teria feito gesto imitando arma de fogo durante uma foto institucional em um momento de tensão, segundo descrição da Corregedoria da Casa.
