Com liberação definitiva do tráfego de veículos na nova Ponte de Guaratuba, o ferry boat se aposentou na manhã deste domingo (3) após realizar travessias na região por mais de 60 anos. O serviço iniciou na década de 1960 para ligar as duas margens da baía.
Antes do ferry boat, o acesso a Guaratuba só era possível por Santa Catarina ou com o uso de embarcações menores apenas para pedestres.
Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), o serviço de ferry boat vai permanecer por mais 90 dias. Com o encerramento da travessia, as áreas de entorno que eram usadas para atracagem vão ser fechadas.
Com a ponte, a região onde operava o ferry boat vai dar lugar a um complexo naútico. A previsão, segundo o Governo do Estado, é de que as obras comecem 2027 por meio de um contrato de concessão do terreno à iniciativa privada. O prazo de execução é de até cinco anos. O investimento será de aproximadamente R$ 100 milhões.
Ferry boat: 60 anos de história
Antes do ferry boat, o acesso dos moradores de Guaratuba a Caiobá era precário. Era preciso dar a volta por Garuva, em Santa Catarina, por uma estrada de terra. O asfalto chegou na região somente em 1966. Outra opção dos moradores era utilizar pequenas lanchas da Empresa Balnerária.
Segundo o DER/PR, a primeira balsa foi construída pelo imigrante português João Lopes Rodrigues, com motor e material doado pelo Estado. A embarcação era parecida com as antigas caravelas portuguesas e foi batizada com o nome de Ayrton Cornelsen – antigo diretor do DER/PR.
Atualmente, a travessia era feita por seis embarcações: os ferry boats Piquiri, Guaraguaçu, Nhundiaquara e os conjugados Balsa Vitória/ Rebocador Inter XV, Balsa Grega II / Rebocador Granfino e Balsa Equip400/Rebocador Sol de Verão.
