O Ministério Público do Paraná (MPPR), com apoio da Polícia Civil, deflagrou na última quinta-feira (30) a segunda fase da Operação Horímetro, que apura corrupção, fraude em licitações, peculato e lavagem de dinheiro em Morretes, no litoral paranaense.

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Foram cumpridas quatro novas ordens judiciais — somando seis mandados desde o início das investigações —, incluindo prisão preventiva e busca e apreensão contra o ex-secretário municipal de Infraestrutura, localizado e preso em um condomínio no Rio de Janeiro.

A prisão do ex-secretário foi resultado de uma ação conjunta entre a Polícia Civil do Paraná (PCPR) e a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ). Ele tinha residência em Morretes, mas foi encontrado em um condomínio na capital fluminense.

Além do mandado de prisão, a Justiça decretou o afastamento e a suspensão das funções públicas do vice-prefeito de Morretes e do superintendente municipal de Obras e Projetos. Os dois ficam proibidos de frequentar órgãos públicos do município e de manter contato com testemunhas, servidores e demais investigados — sob pena de terem a prisão preventiva decretada.

Esquema de propinas e “laranjas”

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Segundo o MPPR, as investigações apontam solicitação e pagamento de propina por empresas contratadas pela prefeitura, além do repasse de recursos ilícitos a agentes públicos e intermediários, os chamados “laranjas”. O núcleo principal dos investigados teria movimentado cerca de R$ 43,9 milhões no período analisado pelas autoridades.

O Ministério Público aguarda a conclusão de diligências, incluindo análises de dados telefônicos, telemáticos, bancários e fiscais dos envolvidos, além da possibilidade de colaboração premiada para dar os próximos passos da investigação.

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Encerrada essa etapa, a Promotoria de Justiça de Morretes deve adotar as medidas cabíveis na esfera penal, além de ações voltadas à responsabilização por improbidade administrativa (Lei nº 8.429/92) e à responsabilização de empresas com base na Lei Anticorrupção Empresarial.

A Tribuna do Paraná tenta localizar a defesa dos citados. O espaço segue aberto para manifestações.