Edenise Alves, moradora de Maringá, no noroeste do Paraná, foi vítima de um golpe durante as buscas pela sua cachorra desaparecida. O suspeito utilizou uma imagem criada por inteligência artificial (IA) para convencer a tutora de que estava com o animal e pedir dinheiro via Pix para, supostamente, pagar o combustível para levá-la de volta.
A cadela, chamada Kiki ou Katarina, desapareceu no sábado (31), após escapar durante o transporte para um pet shop na Zona 7, nas proximidades do Mercadão e da Sanepar. Desde então, familiares e amigos passaram a divulgar imagens nas redes sociais em busca de informações sobre o paradeiro do animal.
A tutora contou à Tribuna do Paraná que recebeu uma mensagem de um homem afirmando que havia encontrado a cachorra. Ele enviou duas fotos com o que aparentava ser Kiki no banco de um carro, segurada no colo por alguém. A imagem, segundo a família, foi criada ou manipulada com inteligência artificial a partir de uma foto divulgada nas redes.
Na conversa, o homem disse que estava em Londrina e que levaria a cadela de volta a Maringá, mas pediu R$ 120 para cobrir os custos com combustível. A tutora fez a transferência, acreditando que o animal havia sido localizado. Em seguida, o suspeito afirmou que havia furado dois pneus ao mesmo tempo e pediu mais R$ 280. Nesse momento, a filha de Edenise a alertou de que poderia se tratar de um golpe.
A família registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil por estelionato. “Não é pelo valor, porque R$ 120 não vai deixar ninguém mais rico nem mais pobre, mas pela situação. Mexeu muito com as emoções da gente”, contou Edenise.
As buscas por Kiki continuam. Ela tem pelagem cinza e preta mesclada, peito e patas brancos e atende pelos dois nomes: Kiki ou Katarina.
