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Especialista em fronteiras, delegado da PF pode ser secretário da Segurança de Moro

O delegado da Polícia Federal Fabiano Bordignon é considerado como o nome mais cotado para assumir a Sesp.
O delegado da Polícia Federal Fabiano Bordignon é considerado como o nome mais cotado para assumir a Sesp. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

O delegado da Polícia Federal Fabiano Bordignon é considerado como o nome mais cotado para assumir a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP) na nova gestão do governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), que assume o comando estadual no mandato de 2027 a 2030.

Nascido em Palmas, região Sul do estado, em 1975 e filho de professores, Fabiano Bordignon é casado desde 1998 e pai de três filhos. Iniciou sua carreira no serviço público no Tribunal Regional Eleitoral (2000–2002) e atua como delegado da Polícia Federal desde 2002, além de dar aulas como professor universitário.

Na Polícia Federal, Bondignon coordenou em operações expressivas de combate ao tráfico de drogas, teve atuação na área da previdência em Curitiba, no combate à corrupção em organizações da sociedade civil e na repressão de roubo a bancos na capital.

Bordignon ocupou diferentes cargos de chefia na corporação, atuou na liderança da Delegacia da PF em Paranaguá (2006–2007) e em Foz do Iguaçu (2015–2018), período marcado pelas investigações da Operação Pecúlio, focada em combate à corrupção. Na Tríplice Fronteira, acumulou o papel de Coordenador Brasileiro do Comando Tripartite, que articula a cooperação policial internacional entre Brasil, Argentina e Paraguai.

Relação de Bordignon com Sergio Moro é antiga

A relação de trabalho entre Fabiano Bordignon e o governador eleito Sergio Moro é antiga e teve início no sistema penitenciário. Bordignon foi diretor da Penitenciária Federal em Catanduvas (PR) por duas vezes (2009–2010 e 2012–2013), época em que Moro atuava como juiz federal corregedor da unidade. Entre 2014 e 2018, Bordignon também presidiu o Conselho da Comunidade da mesma penitenciária.

Enquanto a força-tarefa da Operação Lava Jato acontecia em Curitiba, Bordignon exercia suas atribuições na PF em outras regiões, como a chefia em Foz do Iguaçu. A aliança em âmbito nacional consolidou-se em 2018, quando Moro, ao ser anunciado como Ministro da Justiça do governo Bolsonaro, escolheu Bordignon para ser o Diretor-Geral do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), cargo exercido de janeiro de 2019 até a saída de Moro do ministério, em maio de 2020.

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