O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), parabenizou a economista Priscilla Maria Santana pela escolha de Sergio Moro (PL) para comandar a Secretaria da Fazenda do Paraná a partir de 2027. Desde 2023, ela ocupa o mesmo cargo no governo gaúcho.

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Em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (20), Leite atribuiu à secretária um papel importante na recuperação do equilíbrio fiscal do Rio Grande do Sul, estado que enfrenta uma das maiores dívidas públicas do país.

“Isso diz algumas coisas. Em primeiro lugar, diz da responsabilidade que o governador Sergio Moro está preocupado em garantir para o Paraná com responsabilidade fiscal, com compromisso, com equilíbrio das contas”, afirmou o governador.

Leite também destacou a formação técnica e a experiência de Priscilla, que já atuou no governo federal e na Caixa Econômica Federal. Segundo ele, o conhecimento da secretária contribuiu para equilibrar as contas estaduais e manter investimentos em áreas como saúde e educação.

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“Quero destacar aqui o meu reconhecimento também público à nossa secretária Priscila, o reconhecimento dos cumprimentos ao governador eleito do Paraná, Sergio Moro, por essa escolha e claro, mais uma vez, compartilhar com o povo gaúcho que nós fizemos as escolhas acertadas nesses últimos anos e aí está mais uma demonstração disso tudo”, concluiu.

O legado de Priscilla Maria

A gestão de Priscilla Maria Santana à frente da Fazenda gaúcha reúne avanços fiscais, mas também questionamentos sobre a sustentabilidade das contas públicas. Entre os resultados positivos estão o superávit orçamentário de R$ 7,7 bilhões entre janeiro e agosto de 2026, o crescimento nominal da arrecadação, o pagamento em dia dos salários dos servidores, a quitação de precatórios e a destinação de recursos para saúde e educação acima dos mínimos constitucionais.

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A secretaria também atuou na recuperação econômica após as enchentes de 2024, com programas de regularização tributária para reduzir os impactos das perdas de arrecadação. Por outro lado, os resultados fiscais foram questionados devido à dependência de receitas extraordinárias, ao elevado endividamento estadual e à política de benefícios fiscais.

Apesar do superávit orçamentário, o resultado primário foi de R$ 125 milhões no período. O saldo positivo das contas também foi influenciado pela suspensão temporária dos pagamentos da dívida com a União e por operações de crédito. Outro ponto de crítica são as renúncias fiscais, que somaram R$ 17,2 bilhões em 2023, e os descontos estimados em R$ 5,8 bilhões concedidos em programas de renegociação de débitos, considerados pela oposição um possível prejuízo à arrecadação.