O projeto de lei que proíbe palmadas, beliscões e outros castigos físicos aplicados a crianças também vem gerando polêmica entre profissionais da Psicologia. A psicóloga e coordenadora do curso de Psicologia do Complexo Pequeno Príncipe, Tatiana Forte, por exemplo, acredita que a lei, se bem elaborada e trabalhada, pode trazer reflexos positivos à sociedade. Segundo ela, não existe explicação para que os pais utilizem de força física na educação dos filhos.

“A força física reflete a falta de controle e de argumento dos pais. Ela vai repercutir sobre a formação, a autoestima e a relação das crianças com os adultos”, comenta. “A melhor saída é o diálogo. Os pais devem conversar com as crianças e explicar porque determinado comportamento é inadequado. Muitos pais cansam de ter que repetir diversas vezes a mesma informação e perdem a paciência”.

Passado

Na opinião do psicólogo Caio Feijó, que é mestre em Psicologia da Infância e da Adolescência pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), se um pai precisa chegar ao ponto de bater em um filho é porque cometeu alguma falha no passado. “O melhor é estabelecer limites e regras em todas as etapas do desenvolvimento”.

Já a psicopedagoga Maria Irene Maluf, de São Paulo, concorda que bater não adianta, pois faz com que a criança fique coagida no momento, mas não assimile um novo comportamento. Entretanto, considera que a lei que proíbe palmadas gera intervenção dentro das famílias. “O Estado deve conter exageros, tanto que já existe legislação que trata da violência contra a criança”, comenta. “O projeto de lei vem fazendo com que pessoas zelosas pela educação dos filhos, não saibam o que vão fazer daqui para frente”.

Maria Irene diz que, muitas vezes, as crianças precisam de contenção física e que esta contenção não significa bater. “Muitas vezes, as crianças se colocam em situações de risco, fazendo com que os pais precisem agir de forma rápida para acabar com o problema. Nem sempre a contenção física é agressiva”.

Opinião

O Grupo Paulo Pimentel (GPP) quer saber a sua opinião. Você pode se manifestar pelos e-mails pauta@tribunadoparana.com.br ou cidades@tribunadoparana.com.br. Outra opção é responder à enquete no site www.parana-online.com.br. O Paraná Online divulgará o resultado dessa pesquisa.