Apaixonados pelo Fusca invadiram o campus da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) ontem, para homenagem ao automóvel mais famoso do mundo. O Dia Nacional do Fusca reuniu mais de 1.200 carros – de todo tipo de modelo, com os mais diversos estilos, acessórios e modificações – e cerca de 6 mil visitantes.

A festa, que se repete pelo sétimo ano seguido, reuniu participantes de cinco estados brasileiros e até do Paraguai. “O pessoal adora colocar o Fusca na estrada. Hoje, com a facilidade de trocar informações pela internet, conseguir acessórios e peças importadas, aquela história de que o Fusca estraga e não passa de 100 km/h acabou”, garante Wiliam Boruki, do clube RustedLive, organizador do evento.

Com tantos fusqueiros reunidos, não faltaram histórias sobre o carro, que começou a ser fabricado no Brasil há 63 anos. “Temos o nosso há três anos e estamos dando a primeira volta. Estava na oficina até hoje. Ainda faltam alguns detalhes, mas está ficando bom”, diz o empresário Everton Buffalo, em frente a um modelo 1962, totalmente restaurado, que comprou com o irmão Rodrigo.

O Fusca 1965 do motorista Marcelo Dias também se destacava. No estilo “rat road”, parecia uma lata-velha, tão “socado” no chão que dava a impressão de que não sairia do lugar. Até o dono acionar a suspensão a ar, chamando a atenção dos curiosos. “Comprei por R$ 3 mil, mas já gastei um bom dinheiro e ainda tem bastante coisa pra fazer”, diz Marcelo.

Criado na Alemanha nos anos 1930, com o nome de Carro do Povo (Volkswagen, em alemão), foi lançado no Brasil em 1950 e teve mais de 3 milhões de unidades vendidas no país até o encerramento definitivo da produção, em 1996. Quase três décadas depois da “aposentadoria”, o velho Volks segue arrebatando corações. “Encontrei ele na garagem de uma amiga da minha mãe, coberto de poeira, há quatro anos. Quando dei a primeira volta, na hora me apaixonei. Foi meu primeiro carro e o único até hoje”, conta Wiliam Boruk.

Veja na galeria de fotos os Fuscas.