Londrina

Delegado da Polícia Federal é detido após desacato e denúncia de injúria racial no Paraná

Delegacia da Polícia Federal em Londrina. Foto: Reprodução | Google Maps | Imagem ilustrativa

O delegado da Polícia Federal Carlos Miguel Pires Júnior foi detido em Londrina, no Norte do Paraná, acusado de desacatar dois policiais militares durante uma blitz e de cometer injúria racial contra funcionários de uma locadora de veículos. O caso foi registrado na segunda-feira (13).

Conforme o boletim de ocorrência, obtido pela RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, a situação começou durante uma blitz realizada na Avenida Ayrton Senna da Silva. Aos policiais militares, o delegado teria questionado a operação, afirmando que a ação estava “incomodando o cidadão de bem e travando todo o trânsito”.

O documento também registra que, durante a conversa com os policiais, Pires disse que era delegado da Polícia Federal e que não precisava se identificar. “Não tenho que ficar me identificando para você […] Ridículo, troglodita, incapaz de identificar um delegado da Polícia Federal”, consta no boletim de ocorrência divulgado pela RPC.

Devido à discussão com os policiais, ele foi levado para a delegacia e liberado em seguida. Contudo, pouco tempo depois, Pires foi denunciado por funcionários de uma locadora de veículos por injúria racial.

No segundo caso, ele é acusado de ofender os funcionários em razão da cor da pele. Com a nova denúncia, o delegado foi levado novamente para a delegacia. Após falar sobre a situação, foi liberado.

O que diz a defesa

Por meio de nota, a defesa de Pires, representada por Gabriel Bertin de Almeida Advocacia, afirma que ainda está reunindo informações sobre o inquérito policial e, por isso, não fará comentários detalhados sobre os fatos neste momento.

“É possível afirmar, desde já, que os acontecimentos não se deram da forma narrada pelas supostas vítimas, circunstância que será devidamente demonstrada no curso das investigações. De todo modo, chama a atenção da Defesa o fato de as notícias de supostos delitos terem surgido de maneira sucessiva e correlacionada, circunstância que também será devidamente esclarecida ao longo da apuração”, diz a nota.

Procurada pela Tribuna do Paraná, a Polícia Federal (PF) informou que abriu um procedimento preliminar para apurar os fatos.

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