Com chuvas acima da média nas últimas semanas, a estiagem que rondava áreas do estado diminuiu, aponta o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). De acordo com o Monitor de Secas, havia uma seca relativa no Oeste e Sudoeste, assim como uma fraca na região Leste.

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Entre as 45 estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de atuação, apenas Antonina, Cerro Azul, Guaratuba e Guaraqueçaba registraram volume de chuva abaixo da média histórica para julho. Nas outras 41, o volume ficou acima, com alguns registros históricos.

Em Palmas, foram registrados 311 milímetros de chuva. O volume foi o maior visto desde a instalação da estação no município, em 1998.

Além do El Niño, que está ativo desde junho, fatores meteorológicos do período também provocaram a alta nas chuvas, explica o Simepar. O sistema detectou apenas uma estiagem fraca no Leste do Paraná, que pode impactar a agricultura e o abastecimento de água.

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Ainda assim, antes da formação do fenômeno meteorológico, o Monitor de Secas começou a acompanhar uma redução da seca no Paraná a partir de maio. Já em junho havia apenas seca fraca nas áreas do Leste, Campos Gerais, Sudoeste e parte do Oeste.

O cenário não era assim em 2025. Em julho passado, o sistema detectou seca moderada em toda a área que faz divisa com São Paulo. Também havia registro de seca fraca no Leste, Norte, Noroeste e Sul do Paraná.

Mapa: Simepar

Situação da seca no Brasil

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O El Niño traz realidades diferentes para as regiões brasileiras. No Sul, com a alta incidência de chuvas, não há mais estiagem relativa no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Também houve recuo de seca fraca em São Paulo.

Quase todos os estados do Norte e Nordeste, por outro lado, tiveram chuvas abaixo da média. Assim, nessas áreas houve um avanço da seca fraca, com exceção do Ceará e do Amapá. Também aumentaram os estados com seca moderada nas duas regiões.

No Sudeste, a estiagem evoluiu de fraca para moderada no Espírito Santo e no norte do Rio de Janeiro. No Centro-Oeste, houve aumento da área de seca fraca em Goiás e Mato Grosso do Sul.