As chuvas intensas que atingiram o Oeste do Paraná e a região da Tríplice Fronteira no fim de semana elevaram os rios Paraná e Iguaçu a níveis críticos, causando transbordamentos e alagando residências em Foz do Iguaçu e na vizinha Ciudad del Este, no Paraguai. A força das águas cobriu ruas inteiras, invadiu bairros ribeirinhos e deixou famílias desabrigadas e desalojadas nos dois lados da fronteira.

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Em Foz do Iguaçu, o volume acumulado de água saturou o solo e fez os rios subirem rapidamente, alcançando estruturas de clubes de pesca, portos de areia e pontos turísticos. Segundo o balanço da Defesa Civil Municipal, moradores de áreas mais baixas precisaram ser retirados com urgência de suas residências para abrigos e casas de parentes.

A vazão no Parque Nacional do Iguaçu também exigiu a interdição preventiva de passarelas e a suspensão de passeios náuticos devido ao risco oferecido pela correnteza.

A situação levou a Prefeitura de Foz do Iguaçu a oficializar o decreto de situação de emergência. A medida prevê a mobilização imediata de órgãos públicos e recursos para prestar assistência às famílias atingidas, além de recuperar áreas prejudicadas.

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O quadro de alerta foi agravado por episódios recentes de chuva forte acompanhada de granizo e vendaval em localidades rurais como a Vila Bananal, onde lavouras e galpões sofreram perdas expressivas.

Do lado paraguaio, o impacto foi ainda mais visível nas áreas próximas ao leito do Rio Paraná. Em bairros periféricos de Ciudad del Este, como San Rafael, centenas de pessoas tiveram que deixar suas casas inundadas e passaram a circular de barco pelas vias cobertas pela água.

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As equipes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e da Usina de Itaipu mantêm o monitoramento ininterrupto das cotas de inundação e orientam a população a acionar os canais de emergência (199 e 193 no Brasil) em qualquer sinal de perigo.