Tribunal do júri

Caso Eduarda Shigematsu: pai assume crime em tribunal do Paraná após sete anos

Fotografia em contra-plongée (ângulo de baixo para cima) da fachada em formato curvo de um prédio público. A estrutura é revestida por placas quadradas de mármore cinza-claro com textura marmorizada. No centro da fachada, gravada em letras caixa de tom metálico ou avermelhado, destaca-se a inscrição "TRIBUNAL DO JÚRI". Na parte inferior, encontra-se uma marquesa/cobertura de vidro sustentada por estrutura metálica sobre a porta de entrada. No reflexo do vidro da porta de acesso, veem-se a vegetação e o céu sob iluminação diurna.
Decisão será concluída nesta quinta-feira (17). Foto: Arquivo/Alexandre Mazzo/Gazeta do Povo.

Um dos casos de maior repercussão no Paraná teve uma reviravolta durante o Tribunal do Júri. Ricardo Seidi Shigematsu confessou pela primeira vez ter assassinado a própria filha, Eduarda Shigematsu, que tinha 11 anos quando foi morta em 2019, na cidade de Rolândia, no Norte do Estado.

O julgamento, que teve início nesta quarta-feira (16) em Maringá, marca um desfecho aguardado há anos pela família e pela comunidade. A avó da vítima, Terezinha de Jesus Guinaia, também está sendo julgada pelo caso.

Ao longo de todo o processo de investigação e das etapas judiciais, Ricardo negava ser o autor do homicídio, sustentando versões diferentes sobre o que teria acontecido no dia da morte da garota.

No entanto, ao prestar depoimento diante do juízo e dos jurados, ele voltou atrás e admitiu a autoria do crime. Após a confirmação, o réu optou por permanecer em silêncio.

Além de Ricardo, a avó paterna de Eduarda, Terezinha Guinaia, era a detentora da guarda legal da menina na época dos fatos. O Ministério Público do Paraná (MPPR) acusa a avó de ter colaborado para a situação de risco e de ter atuado na ocultação do cadáver e na falsidade ideológica.

A defesa de Terezinha busca a absolvição, alegando que ela não teve participação na morte da neta. A decisão final dos jurados deve acontecer nesta quinta-feira (17).

Relembre o caso

O desaparecimento de Eduarda Shigematsu mobilizou a região de Rolândia em abril de 2019. Na ocasião, a menina voltou da escola para casa e não foi mais vista. A própria família chegou a registrar um boletim de ocorrência relatando o sumiço, e o pai fez publicações nas redes sociais pedindo ajuda para encontrar a filha.

Dias após o início das buscas, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) localizou o corpo da criança enterrado no quintal de um imóvel pertencente à própria família. As investigações apontaram que a garota foi morta por esganadura e teve o corpo ocultado logo em seguida. Câmeras de segurança da região registraram a movimentação do pai no local no mesmo dia do desaparecimento.

Ricardo Seidi foi preso temporariamente logo após a localização do corpo, prisão que posteriormente foi convertida em preventiva. Ele responde pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica.

Após uma série de adiamentos ao longo dos anos e a transferência do local do julgamento para a comarca de Maringá, a sessão do júri avança para as fases finais de debates entre a acusação e as defesas antes da decisão do Conselho de Sentença.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google