Um caminhoneiro que seguia pela BR-277, próximo ao quilômetro 102, quase na divisa com Campo Largo, não viu o trânsito parado por causa de manutenção na pista, por volta das 16h desta quinta-feira (02). Ele não conseguiu frear a tempo e atingiu dois carros e um ônibus da empresa Princesa dos Campos, com 35 passageiros. O ônibus e o caminhão foram parar no canteiro da rodovia e uma Fiorino foi prensada entre eles. Ficaram feridas 21 pessoas, a maior parte com ferimentos leves, e nenhuma com risco de vida.

O motorista do Scania 143 que causou o acidente, ia de Paranaguá a Ponta Grossa. O caminhão, para transporte de óleo vegetal, não estava carregado. Artur Moritz Filho disse que, ao passar uma curva, não viu que o trânsito parado. Ele contou que não estava em alta velocidade e que tentou frear e jogar o caminhão na proteção da pista, mas não conseguiu evitar a colisão.

Vítimas

Helicóptero da Polícia Rodoviária Federal (PRF) levou ao local médico para atendimento dos feridos. Conforme o tenente Junior, do Corpo de Bombeiros, das 21 vítimas, seis tiveram ferimentos leves e quatro ferimentos graves, mas sem risco de morrer. Elas foram levadas aos hospitais Evangélico e Nossa Senhora do Rocio, em Campo Largo. O restante dos feridos recusou encaminhamento a prontos-socorros. O tenente destacou que é comum acidentes por falta de sinalização de obras. “Principalmente caminhoneiros têm dificuldade de frear a tempo”, comentou.

A motorista do Fusion, um dos carros atingidos, estava muito abalada. Ela disse que o caminhão veio primeiramente para cima do carro dela que, na sequência, bateu no ônibus. O caminhão atingiu também a Fiorino, e os veículos foram parar no canteiro da rodovia.

Cinto

O ônibus saiu da rodoferroviária por volta das 15h e iria para Guarapuava. “Só vi quando o ônibus começou a perder o controle e virar, em câmera lenta”, relatou Raquel Augusto, uma das passageiras. “Ficamos em desespero quando vimos o riozinho e achamos que o caminhão estava carregado”, comentou Lídia Kelniar, que também estava no ônibus. Para o engenheiro mecânico Eugênio Okita, o desastre só não foi mais grave porque a maior parte dos passageiros estava com cinto de segurança. “Eles ficaram pendurados nos bancos e tivemos que ajudá-los a saírem”, disse.

Genoveva Szychta, que mora próximo ao local onde ocorreu o acidente, afirmou que está cansada de presenciar tragédias na região. “De madrugada vivo ligando para a concessionária para avisar que precisa socorrer feridos”, comentou. Ela acredita que uma solução para diminuir acidentes seria a instalação de redutor de velocidade. O acidente entre os quatro veículos causou grande congestionamento na BR-277, nos dois sentidos da rodovia.

Lineu Filho
O ônibus estava com 35 passageiros.
Lineu Filho
Trânsito ficou complicado na região do acidente.

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