Transporte público

Bonde Urbano Digital sai de circulação na Grande Curitiba e será devolvido ao fabricante

Fotografia em plano médio e ângulo ligeiramente contra-plongée de um veículo leve sobre pneus (ou veículo autônomo elétrico, semelhante a um VLT ou monotrilho sobre rodas), estacionado em uma área pavimentada com marcações viárias amarelas. Em primeiro plano e ao centro, a dianteira e a lateral esquerda do veículo dominam a composição. O veículo apresenta pintura predominantemente verde-clara na base e branca na parte superior, com teto e molduras frontais pretas em torno do grande para-brisa inclinado, que possui dois limpadores de para-brisa cruzados. Na parte inferior frontal, destaca-se um emblema ou logotipo circular vermelho e branco. Lanternas dianteiras de LED e portas laterais compõem o design moderno do transporte público. No plano intermediário, à esquerda, observa-se uma camionete branca de apoio e uma estrutura de vedação verde ao fundo. À direita, um homem vestido com t-shirt preta e calças escuras está de pé, fotografando ou observando o veículo, com outras pessoas visíveis mais ao fundo. Ao fundo, o cenário urbano aberto sob um céu nublado e cinzento.
Projeto foi descontinuado mesmo com aprovação de passageiros. Foto: Arquivo/Átila Alberti/Tribuna do Paraná.

Chegou ao fim o período de testes do Bonde Urbano Digital (BUD) na Região Metropolitana de Curitiba. Após dez meses de operação entre os terminais de Pinhais e Piraquara, o protótipo será devolvido à empresa fabricante com o encerramento do contrato experimental.

Durante os testes, o bonde realizou 633 viagens, percorreu 6.433 quilômetros e transportou 10.879 passageiros. Uma pesquisa da Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep) apontou nota média de 8,78 para o serviço, atribuída pelos usuários do trecho.

Com o fim da operação, a Amep inicia agora a análise técnica dos dados coletados ao longo dos dez meses. O objetivo é comparar o desempenho do BUD com outras alternativas de transporte público de alta capacidade, como o BRT elétrico e o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

As informações sobre consumo de energia, ruído, climatização e segurança também serão utilizadas pelo Ministério das Cidades como base de estudos para projetos de mobilidade urbana no país.

Modelo será implementado?

O encerramento dos testes, porém, não significa que o modelo será implantado no Paraná. Caso o governo estadual decida adotar o Bonde Urbano Digital futuramente, será necessário realizar uma licitação e construir a infraestrutura necessária para a operação.

A estrutura inclui estações exclusivas, garagens, centro de controle e rede de energia. Com 30 metros de comprimento e capacidade para até 280 passageiros, o veículo elétrico começou a operar em fase de testes com a promessa de ampliar o conforto e reduzir o impacto ambiental.

Para viabilizar a operação, o Terminal São Roque, em Piraquara, passou por adaptações para funcionar como base de manutenção e carregamento, enquanto ímãs foram instalados na pista e na Rodovia Deputado João Leopoldo Jacomel para orientar a condução autônoma.

Apesar da estrutura preparada para receber o BUD, a operação experimental foi limitada a quatro viagens por dia, em cinco dias da semana, enquanto a linha convencional São Roque/Pinhais realiza 141 viagens diárias, somando ida e volta, em dias úteis. A diferença de frequência gerou críticas de passageiros que continuam enfrentando ônibus lotados nos horários de pico.

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