Nesta segunda-feira (31), o candidato ao Senado Alexandre Curi (Republicanos) participou da primeira sabatina de candidatos realizada pela RPC, afiliada da Rede Globo no Paraná. Em meia hora, o candidato apresentou as principais propostas e respondeu às perguntas dos jornalistas Roberson Jannuzi, Ana Carolina Oleksy e Marcelo Rocha.
No início, os jornalistas perguntaram a respeito da candidatura, já que o atual deputado estadual almejava o cargo de governador do Estado e até trocou de partido para tentar concorrer à vaga. Ele afirmou que se preparou nos últimos anos e visitou todos os 399 municípios paranaenses, mas que “nenhum projeto político é maior do que o Paraná”.
“Essa oportunidade [de concorrer ao governo do Paraná] um dia vai aparecer”, ressaltou Curi.
Diários Secretos
Por sete mandatos, Curi atuou como deputado estadual. Os jornalistas lembraram do caso dos “Diários Secretos”, que revelou um desvio milionário na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) entre 1998 e 2009. Eles questionaram o candidato não tinha conhecimento sobre as contratações quando atuava como 1º secretário.
Curi justificou que os servidores fantasmas foram contratados nos anos 1990 e, assim que o escândalo foi revelado, eles foram exonerados. Hoje, como presidente da Casa, reforçou que a transparência é de 100% em todos os índices. Ele pontuou que todos os trâmites legais foram feitos, com investigação pelo Ministério Público (MPPR) e análise pelo Tribunal de Justiça.
“Tivemos avanços importantes [na Alep], mas não estou pedindo elogio, é obrigação. Quero que me cobrem da minha gestão, não posso ser cobrado por servidores que estavam na Assembleia desde 1990”, resumiu.
Placas secretas
O candidato também foi questionado sobre as placas secretas, quando os deputados estaduais podiam usar identificação de uso reservado nos veículos. O objetivo era ocultar dados dos proprietários nos sistemas do Departamento Estadual de Trânsito. Os jornalistas afirmaram que Curi revogou o decreto, que veio do mandato presidencial anterior, mas nunca disse quem foram os parlamentares que usaram as placas.
“A partir do momento em que a Alep assume um erro e revoga a decisão, eu não vejo necessidade de abordar novamente esse assunto. Ouvimos a vontade da população e não vemos problema em reconhecer que houve um erro e revogar essa decisão”, declarou o candidato sobre o assunto.
Mudanças para o STF
Durante a sabatina, o candidato alegou que o Supremo Tribunal Federal (STF) está cometendo excessos. Por essa razão, ele defendeu novas regras, como fiscalização externa.
Para ele, é necessário debater a “quarentena”, período de impedimento para que ex-ocupantes de cargos públicos ou partidários assumam cargos de direção em empresas estatais.
Ele também afirmou que gostaria de alterar a regra de indicação para ministros do Supremo. Como o Senado, até 2030, poderá indicar até quatro nomes, Curi reforçou que a escolha deve ser técnica, e não política. “Se não mudar essa regra, o presidente vai continuar escolhendo alguém próximo a ele”.
Discussão sobre a escala 6×1
Por fim, Curi comentou que é a favor da diminuição da carga horária dos trabalhadores, justificando que “30% da população brasileira sofre com estresse”. Mas ele aponta que uma véspera de eleição não é o momento para este debate.
“Eu defendo os trabalhadores, defendo a redução da jornada de trabalho […] Se não houver uma compensação tributária nos impostos, vai ter que demitir um funcionário a mais, então tem que ter muita responsabilidade nesse debate”, destacou.
Acidentes nas rodovias paranaenses
Nos últimos meses, vários acidentes foram registrados nas rodovias que cortam o Paraná, como a colisão com um micro-ônibus que deixou 22 mortos em 19 de agosto. A respeito desse assunto, o candidato reforçou que novas concessões, que foram feitas na Bolsa de Valores, devem garantir investimento nas rodovias, com o paranaense pagando o mesmo valor que já pagava “vinte anos atrás”.
Ele disse que há muito tempo não se investe nas ferrovias, destacando a ideia de unir a malha ferroviária, especialmente entre os municípios de Cascavel e Foz do Iguaçu.
