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60% das crianças têm parasitas

  • Por Redação O Estado Do Paraná

Estudo epidemiológico de doenças parasitárias na população das comunidades Campina e Lagoa, Município de Tijucas do Sul, realizado pela estudante Maria Carolina Pospissil Garbossa, do curso de medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, revela elevado grau de parasitas em crianças. Em Campina, de 72 amostras de fezes de crianças, com idade de 2 a 14 anos, 47 estavam parasitadas ou poliparasitadas. “Na comunidade de Lagoa, das 69 amostras de adultos analisadas, 6 estavam parasitadas”, afirmou Maria Garbossa.

Os parasitas mais freqüentemente encontrados foram: Ascaris lumbricoides e Giardia lamblia e, em menor freqüência, Trichocephalus trichiurus, Enterobius vermicularis, Hymenolepis nana, Entamoeba histolytica e larvas de Strongyloides stercoralis. A Ascaris lumbricoides, parasita de maior incidência, causa dor de barriga, incapacidade funcional e aumento do volume do abdome. “Aliados à má nutrição e à falta de higiene, os parasitas acarretam nas crianças deficiências no aprendizado e no desenvolvimento físico”, alerta a professora-orientadora, Neuza Maria Ferraz de Mello Gonçalves.

Higiene

De acordo com Maria Carolina, o elevado número de crianças com parasitas deve-se, em parte, aos hábitos de higiene e à maior exposição a fatores de risco para aquisição da doença. “Observamos que só o tratamento com medicamentos não é suficiente para o controle das doenças parasitárias, sendo necessária a conscientização dos pais, no sentido de educar seus filhos quanto a uma mudança de hábitos de higiene”, frisou a futura médica.

A pesquisa acadêmica foi realizada por meio de amostras de fezes e entrevistas com os pacientes para obtenção de dados referentes aos hábitos e condições de vida. Após a emissão dos laudos, 31 crianças parasitadas receberam tratamento medicamentoso fornecido pela Secretaria de Saúde do município. Depois de 6 meses do tratamento, as crianças que estavam, inicialmente, parasitadas foram reavaliadas e 22 apresentaram novamente alguma parasitose.

Para a professora Neuza Gonçalves, o trabalho epidemiológico com ênfase na parasitologia, realizado pela estudante, foi de fundamental importância para determinar a distribuição e os fatores de risco das doenças parasitárias na população, podendo, assim, obter informações para a realização da prevenção e promoção da saúde. “No Brasil, as doenças parasitárias representam grave problema de saúde pública, e tudo que for feito para diminuir esse mal representa melhor saúde para a população”, ressaltou. O estudo contou com a colaboração da acadêmica de medicina Juliana Pirmann e da farmacêutica Cíntia Machado.

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