O presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, saiu do hospital saudita onde estava internado havia mais de dois meses por causa dos graves ferimentos sofridos durante um ataque a seu palácio em Sanaa, informou a agência estatal de notícias iemenita. Um funcionário do governo iemenita disse no domingo que Saleh, que deixou o hospital um dia antes, pediu oficialmente às autoridades sauditas para voltar ao Iêmen juntamente com uma equipe médica. Aparentemente, seu pedido foi recusado, pelo menos por enquanto, disse a fonte.

O presidente se transferiu para uma residência do governo saudita em Riad, onde vai continuar sua recuperação, informou a agência iemenita Saba. Um outro funcionário do governo iemenita disse que o presidente vai permanecer na capital saudita por ora, porque ele ainda está sob supervisão média. “Nós ainda não sabemos quando ele vai voltar para o país, mas queira Deus que isso ocorra em breve”, disse ele. Os dois funcionários do governo falaram em condição de anonimato porque não estão autorizados a falar com a mídia.

A ausência de Saleh há mais de dois meses agravou as incertezas e a instabilidade no país, o mais pobre do mundo árabe. Há temores de que seu retorno possa piorar ainda mais situação no país.

Os protestos contra o governo não parecem diminuir e a economia vai aos trancos e barrancos. Militantes islamitas, alguns dos quais teriam ligações com a Al-Qaeda, se aproveitaram do caos e tomaram cidades inteiras no sul do país.

Enquanto isso, a política está praticamente paralisada. O vice-presidente Abed Rabo Mansour Hadi está nominalmente no cargo na ausência de Saleh, mas o poder real parece estar nas mãos do filho de Saleh – que controla algumas das forças militares mais bem treinadas do país – e com a poderosa confederação tribal Hashid, que se opõe ao regime. As informações são da Associated Press.