Um estudo estatístico desenvolvido pela Universidade de Reading, no Reino Unido, mapeou as probabilidades de cada nação na Copa do Mundo de 2026 com base no desempenho recente das equipes. De acordo com o modelo matemático comandado pelo economista e professor James Reade, o Brasil inicia o torneio fora do pódio das três seleções favoritas ao título, figurando na quarta colocação geral da lista, segundo os palpites do especialista.
A projeção aponta a rival Argentina no topo do ranking de favoritismo. Logo atrás dos atuais campeões comandados por Lionel Messi, aparecem França e Espanha, praticamente empatadas na segunda e terceira posições. O Brasil surge logo na sequência, emparelhado com a Inglaterra, em uma disputa considerada a mais parelha das últimas décadas pela ausência de uma força hegemônica evidente.
Probabilidades Copa do Mundo 2026: O equilíbrio no topo
O professor James Reade destacou que, embora os hermanos liderem o modelo computacional, a principal característica deste ciclo é o equilíbrio acentuado no escalão mais alto.
“A Argentina aparece no topo, mas o que mais chama a atenção nesta simulação é o equilíbrio no escalão mais alto. França e Espanha são virtualmente indistinguíveis no modelo, e a Inglaterra também não está longe”, explicou o economista britânico sobre o estudo sobre quem vai ganhar a Copa de 2026.
Para os ingleses, que enfrentam um jejum de 60 anos sem títulos mundiais, os números trazem esperança renovada, sugerindo que o futebol pode, finalmente, voltar para casa.
O diferencial do estudo da Universidade de Reading está no isolamento das valências das equipes. O modelo matemático evitou analisar apenas o histórico recente de pontos e calculou separadamente o poder de ataque e a solidez defensiva de cada país com base em todas as partidas oficiais disputadas desde janeiro de 2023. Enquanto Portugal se consolidou com uma das frentes ofensivas mais devastadoras da amostragem, a tradicional seleção da Alemanha apresentou números de retaguarda consideravelmente mais frágeis do que em Copas anteriores.
As 20 seleções com maiores chances no mundial
O Brasil é favorito para a Copa 2026? Abaixo, confira o ranqueamento completo das 20 principais seleções apontadas pela projeção estatística da universidade britânica como as potenciais candidatas a chegar longe na competição.
Ranking de favoritismo Copa do Mundo 2026
| Posição | Seleção | Status no modelo matemático |
| 1 | Argentina | Favorita principal / Atual campeã |
| 2 | França | Concorrente direta ao título |
| 3 | Espanha | Empatada em rendimento com a França |
| 4 | Brasil | Cabeça do segundo pelotão de elite |
| 5 | Inglaterra | Próxima ao Brasil em equilíbrio técnico |
| 6 | Portugal | Ataque mais eficiente da simulação |
| 7 | Colômbia | Melhor força sul-americana após os líderes |
| 8 | Holanda | Equilibrada tecnicamente |
| 9 | Alemanha | Alerta ligado pela fragilidade defensiva |
| 10 | Uruguai | Força competitiva tradicional |
| 11 | Japão | Maior potência do futebol asiático |
| 12 | Croácia | Histórico recente de mata-mata pesado |
| 13 | Marrocos | Adversário de peso no cenário internacional |
| 14 | Bélgica | Renovação geracional em teste |
| 15 | México | Dono da melhor projeção entre os três anfitriões |
| 16 | Equador | Solidez física na América do Sul |
| 17 | Suíça | Consistência tática europeia |
| 18 | EUA | Sede do torneio com rendimento mediano |
| 19 | Irã | Organização defensiva destacada |
| 20 | Coreia do Sul | Fecha o grupo principal de concorrentes |
O restante do ranking: onde ficam os azarados da Copa?
O modelo estatístico da Universidade de Reading também mapeou a metade inferior da tabela, onde se encontram as seleções que correm por fora e os chamados “azarões” do torneio. Entre as surpresas, a Escócia, que faz uma aparição rara em fases finais de Copa do Mundo, surge na 36ª posição geral. Já o Canadá, uma das três nações sedes da competição, aparece com o pior rendimento entre os anfitriões, ocupando a modesta 23ª colocação.
Confira a sequência completa do ranqueamento, da 21ª à 48ª posição:
| Posição | Seleção | Status no modelo matemático |
| 21 | Argélia | Força africana intermediária |
| 22 | Senegal | Consistência física competitiva |
| 23 | Canadá | O pior classificado entre os três países sedes |
| 24 | Austrália | Presença tradicional em Copas |
| 25 | Turquia | Potencial de surpresa no cenário europeu |
| 26 | Áustria | Organização tática regular |
| 27 | Paraguai | Sul-americano tentando quebrar prognósticos |
| 28 | Noruega | Dependência de talentos individuais |
| 29 | Egito | Competitividade na média continental |
| 30 | Suécia | Defesa sólida, mas pouca projeção ofensiva |
| 31 | Costa do Marfim | Elenco físico em transição |
| 32 | Uzbequistão | Estreante tentando espaço entre os grandes |
| 33 | Tunísia | Ritmo de jogo cadenciado |
| 34 | República Tcheca | Histórico de resiliência em torneios curtos |
| 35 | Panamá | Representante da Concacaf com chances baixas |
| 36 | Escócia | Retorno raro ao mundial na parte inferior da lista |
| 37 | Iraque | Força do futebol do Oriente Médio |
| 38 | RD Congo | Desafio de superar o favoritismo europeu |
| 39 | África do Sul | Busca por solidez coletiva |
| 40 | Arábia Saudita | Histórico de surpreender gigantes em estreias |
| 41 | Jordânia | Azarão em busca de experiência histórica |
| 42 | Nova Zelândia | Domínio na Oceania, mas fragilidade mundial |
| 43 | Catar | Tentando repetir o amadurecimento recente |
| 44 | Cabo Verde | Uma das menores nações da disputa |
| 45 | Bósnia-Herzegovina | Baixa probabilidade de avanço no mata-mata |
| 46 | Gana | Longe do brilho de Copas passadas |
| 47 | Haiti | Classificação comemorada, mas chances mínimas |
| 48 | Curaçao | Lanterna do ranking estatístico britânico |
O que é a Universidade de Reading?
A Universidade de Reading é uma renomada instituição de ensino superior pública localizada em Berkshire, no Reino Unido, fundada originalmente no século XIX como uma extensão da Universidade de Oxford. É amplamente reconhecida globalmente por sua excelência em pesquisa e inovação, destacando-se fortemente em áreas como meteorologia, agricultura e, notavelmente, em economia aplicada ao esporte.
O cérebro por trás das projeções estatísticas que movimentam o cenário esportivo é o Professor James Reade, um dos nomes mais respeitados no campo da Economia do Esporte. Com formação de elite, Reade obteve seu mestrado e doutorado (D.Phil) em Economia pela prestigiada Universidade de Oxford, onde também atuou como pesquisador de pós-doutorado antes de assumir sua cadeira na Universidade de Reading. Sua linha de pesquisa inovadora utiliza a enorme abundância de dados gerados pelo futebol moderno para testar e validar teorias econômicas complexas sobre o comportamento humano e tomadas de decisão sob pressão



