O grupo insurgente Pátria Basca e Liberdade (ETA) anunciou nesta quinta-feira em comunicado o fim da luta armada que mantinha desde 1968 contra os governos da Espanha e da França pelo estabelecimento de um Estado basco na Europa Ocidental. A campanha terrorista da ETA, primeiro contra a ditadura franquista na Espanha (até 1975) e mais tarde contra os governos democráticos da Espanha e França, deixou 829 pessoas mortas em 43 anos. O anúncio da ETA se segue a uma trégua unilateral que o grupo basco declarou no começo deste ano e ao desmantelamento do braço armado da organização. Vários dos seus integrantes foram presos recentemente na Espanha e na França.

Uma conferência internacional realizada na segunda-feira desta semana em San Sebastián, e que contou com a participação de personalidades políticas internacionais, como do ex-secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, pediu ao grupo que encerrasse a luta armada.

“A ETA considera que a Conferência Internacional feita recentemente no País Basco é uma iniciativa de grande transcendência política. A resolução acordada reúne os ingredientes para uma solução integral do conflito e conta com o apoio de amplos setores da sociedade basca e da comunidade internacional”, diz trecho do comunicado divulgado hoje pela organização extremista.

“A ETA faz um chamado à sociedade basca para que se envolva neste processo de soluções para construir um cenário de paz e liberdade”, finaliza o comunicado.