As expectativas do mercado financeiro indicam crescimento de 6,28% para a produção industrial de 2004, com melhora substancial em relação à perspectiva da semana anterior, de 6,09%. Com isso, sobem as projeções do Produto Interno Bruto (PIB), de 3,97% para 4%.

Em contrapartida, porém, os indicadores de inflação no varejo estão todos em alta, por conta do aumento, também, da demanda doméstica. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 7,19% para 7,25%; o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (IPC-Fipe) passou de 6,42% para 6,58% e o índice de preços administrados evoluiu de 8,39% para 8,40% no ano.

Os números constam de pesquisa semanal realizada pelo Banco Central com quase cem analistas e consultores de mercado ? o Boletim Focus, divulgado toda segunda-feira. Ele indica que o IPCA (índice que serve de parâmetro para as correções oficiais) deste mês vai ficar em 0,61% e que os preços no atacado pararam de evoluir.

Quanto ao superávit da balança comercial, a perspectiva subiu de US$ 30,10 bilhões para US$ 30,58 bilhões, elevando o saldo de contas correntes com o exterior para US$ 7,40 bilhões, o que permite projetar saldo positivo também para 2005, em torno de US$ 3 bilhões.

O boletim registra melhora, ainda, na relação da dívida líquida do setor público com o PIB (Produto Interno Bruto), que era de 57% há um mês, caiu para 56,75% na semana passada e agora está em 56,70%. A projeção do comprometimento dívida/PIB para 2005 está em 55,10%.

O mercado mantém a expectativa de taxa de câmbio em R$ 3,10 no final de 2004 (R$ 3,20 em 2005), mas reduziu um pouco a perspectiva da taxa média de câmbio, para R$ 3,02 (R$ 3,15 em 2005), num cenário em que a taxa básica de juros permaneça nos atuais 16% ao ano (14,75% no ano que vem).