A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,05% em agosto, ante 0,19% em julho, segundo informação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou bem abaixo do piso das estimativas dos analistas, que era de 0,15% (o teto era de 0,24% e a mediana das previsões, de 0,2%).

O recuo nos preços da gasolina, de 0,4%, e do álcool, de 0,8%, foi o principal fator responsável pela forte desaceleração no IPCA de um mês para o outro.

O grupo Transportes registrou deflação de 0,32%, sob influência também da desaceleração nos reajustes das tarifas de ônibus interestaduais (de 6,64% em julho para 1,02% em agosto) e de ônibus intermunicipais (de 3,14% em julho para 0,96% em agosto).

Houve deflações em outros itens importantes em agosto. Entre eles: passagens aéreas, 1,97%; automóveis novos, 0,6%; telefone fixo, 0,54%; energia elétrica, 0,16%; e remédios, 0,14%. O grupo Alimentação e Bebidas ficou praticamente estável, com variação positiva de 0,07%.

O IPCA acumula alta de 1,78% no ano até agosto e de 3,84% em 12 meses.

O INPC, índice que apura a inflação para camada de renda mais baixa da população, caiu 0,02% em agosto, ante alta de 0,11% em julho. No ano, a variação positiva acumulada é de 1,16%. Em 12 meses, o indicador subiu 2,85%.