IPC-S recua com preços de frutas e do álcool

A elevação menos intensa de preços em frutas e a queda mais forte de preços em álcool combustível levaram à desaceleração na taxa do Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), que passou de 0,35% para 0,30% na semana entre 7 de setembro e 15 de setembro. A informação é do economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Braz. De acordo com o técnico da FGV, esse cenário provocou fortes desacelerações de preços em Alimentação (de 1,01% para 0,63%) e Transportes (de 0,12% para 0,08%)- que puxaram para baixo a taxa do IPC-S.

Além de frutas, outros alimentos também influenciaram a elevação menos intensa de preços no grupo, no mesmo período. É o caso das deflações expressivas de preços em arroz e feijão; massas e farinhas e adoçantes.

Quanto ao álcool, o economista comentou que o produto está sendo beneficiado pela melhor oferta no setor sucroalcooleiro – o que conduziu a uma melhor oferta de álcool, derrubando os preços do produto no mercado interno.

Já os preços das carnes continuam em alta no varejo. De acordo com Braz, embora os preços dos alimentos estejam em desaceleração, as carnes estão assumindo trajetória oposta.

"Praticamente todos os tipos de carnes estão com os preços subindo. A entressafra da carne bovina está elevando os preços desse tipo de carne, e também tem influenciado a alta de outros tipos", disse. Segundo ele, houve acelerações de preços em carne bovina; aves e ovos; pescados frescos; e carnes de outros tipos de animais.

O economista explica que os preços das outras carnes sobem devido a um processo de "substituição" em relação à carne bovina: o consumidor, ao ver o preço da carne bovina em alta, acaba optando por outros tipos de carne – o que leva a uma oferta menor do que a demanda e, por conseqüência, eleva os preços.

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