Brasília (AE) – O secretário do Tesouro Nacional, Carlos Kawall, disse ontem que o governo trabalha com um déficit da Previdência Social de R$ 43 bilhões este ano. Esse valor, segundo ele, já está sendo considerado para cumprimento das metas.

O secretário informou também que a medida provisória que concedeu reajustes salariais a categorias do funcionalismo público adicionou uma despesa de R$ 1,6 bilhão em relação à previsão constante no último decreto de programação orçamentária para gastos com pessoal. Pelo decreto, as despesas com funcionalismo do governo federal seriam de R$ 105 bilhões. Agora, deverão fechar o ano com R$ 106,651 bilhões.

Para Kawall, o comportamento das despesas do governo federal é coerente com o cumprimento da meta de superávit primário das contas do setor público prevista para este ano (de 4,25% do PIB) ?O comportamento das despesas não está fora do previsto?, afirmou o secretário, destacando que isso ocorre a despeito do aumento do déficit das contas da Previdência e do crescimento dos gastos acima do crescimento do PIB.

?Até o momento, o comportamento das receitas não sugere que tenhamos que fazer um ajuste adicional de vulto?, afirmou o secretário, informando que, nos próximos dias, o governo vai baixar novo decreto de programação orçamentária que mostrará como as últimas despesas – entre elas o reajuste dos servidores públicos – serão financiadas. Questionado se esse novo decreto caminhava para um novo contingenciamento, Kawall respondeu: ?Não caminha para isso?.