A cidade de Porto Alegre continua na liderança da cesta básica mais cara do País, conforme mostra a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada hoje pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O preço médio do conjunto de produtos alimentícios essenciais subiu 1,93% em outubro em relação a setembro e atingiu R$ 277,34.

São Paulo ocupa o segundo lugar entre as cestas mais caras das 17 capitais que fazem parte do levantamento do Dieese. No mês passado, o conjunto de produtos em São Paulo custou, em média, R$ 266,97, o que representa leve recuo de 0,08% ante setembro. Na terceira posição está Florianópolis, onde o valor médio dos itens básicos registrou em outubro queda de 2,22% na comparação mensal, ficando em R$ 260,99.

Na sequência, estão as cestas básicas de Belo Horizonte (R$ 252,20), Aracaju (R$ 182,68), João Pessoa (R$ 195,14) e Fortaleza (R$ 198,68).

Salário mínimo

O trabalhador brasileiro deveria ter recebido um salário mínimo de R$ 2.329,94 em outubro, ou seja, 4,27 vezes acima do piso em vigor de R$ 545, segundo estimativa do Dieese. O cálculo leva em conta o maior valor apurado da cesta básica (R$ 277,34 em Porto Alegre) e também o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência.

Em setembro, o Dieese constatou que o salário mínimo necessário era de R$ 2.285,83 (4,19 vezes o piso em vigor). Em outubro de 2010, os brasileiros deveriam ter recebido um mínimo de R$ 2.132,09, o correspondente a 4,18 vezes o mínimo daquele período, de R$ 510.

Segundo a instituição, o tempo médio necessário para que o trabalhador que ganha salário mínimo pudesse adquirir, em outubro, o conjunto de bens essenciais aumentou em comparação com setembro, mas ficou praticamente inalterado ante outubro de 2010. No mês passado, a jornada exigida na média das 17 capitais brasileiras pesquisadas foi de 94 horas e 4 minutos, enquanto em setembro eram necessárias 93 horas e 58 minutos. Em outubro do ano passado, no entanto, a jornada exigida para o trabalhador realizar a mesma compra foi parecida à do mês passado, ficando em 94 horas e 11 minutos.