Para Bancos Centrais, emergentes não foram afetados pela crise

O encontro de presidentes de bancos centrais, na sede do Banco de Compensações Internacionais (BIS), na Basiléia (Suíça), terminou sob o signo da prudência diante da crise imobiliária vivida pelas economias dos Estados Unidos e da Europa e das pressões inflacionárias globais causadas pela elevação dos preços de alimentos e commodities.

Em entrevista à imprensa, o presidente do Banco Central Europeu (BCE) e coordenador do grupo, Jean-Claude Trichet, disse que os riscos de turbulências econômicas persistem, e que a crise norte-americana ainda tem poder de contagiar o mundo. Sobre países emergentes, Trichet se mostrou impressionado com o desempenho de suas economias e disse não ver abalos até o momento.

Trichet demonstrou prudência diante da crise do crédito subprime (de maior risco de inadimplência) iniciada em agosto passado nos EUA. Segundo seu relato, os presidentes de bancos centrais entendem que o cenário ainda é de risco. "Nos consideramos interdependentes e precisamos analisar os cenários e trocar informações para entender o que acontece. É claro que precisamos ficar atentos ao que acontece nos Estados Unidos, porque os efeitos podem ter impacto em todo o mundo.

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