A General Motors (GM) informou nesta quinta-feira, 15, que mais 100 funcionários da fábrica de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, entrarão em lay-off (suspensão temporária dos contratos de trabalho) a partir da segunda-feira, dia 19. Com isso, a unidade passará a ter quase mil trabalhadores afastados, uma vez que os contratos de 850 já estão suspensos desde novembro de 2014.

De acordo com a montadora, o suspensão da nova turma vai durar apenas três meses – e não cinco meses (limite estabelecido pela legislação atual) como os que já estão em lay-off desde o ano passado. A empresa informou que os 100 trabalhadores deverão retornar ao trabalho no dia 9 de abril. Já os outros 850 só voltarão em 9 de maio.

Em nota à imprensa, a GM alega que a ampliação do lay-off respeita o “acordo firmado com o sindicato desde outubro do ano passado, com intuito de ajustar a produção à demanda do mercado”. O sindicato, por sua vez, afirma que a montadora já planejava suspender 950 trabalhadores desde o final de 2014, mas entrou em acordo para livrar 100 deles, em troca da saída de 50 por meio de um Programa de Demissão Voluntária (PDV).

A entidade classista afirma que o PDV, no entanto, não foi aberto, provocando a entrada desses 100 funcionários em lay-off no início deste ano. Além dos funcionários da fábrica de São Caetano, onde são produzidos os modelos Cruze, Spin, Montana e Cobalt, a GM possui outros 930 trabalhadores suspensos na fábrica de São José dos Campos, no Vale do Paraíba (SP).