O chefe da missão do FMI que está em Brasília para mais uma revisão do programa de financiamento da instituição com o País elogiou, ontem, os progressos econômicos feitos pelo Brasil e afastou preocupações com o quadro fiscal do setor público.

“As coisas aqui no Brasil vão bem, estamos aqui para a sétima revisão (do acordo) e as coisas nos parecem boas até agora” disse Philip Gerson, chefe da Divisão Atlântica do Fundo Monetário Internacional, ao chegar ao Banco Central para o primeiro dia de reuniões técnicas com o governo.

Questionado sobre as recentes reduções feitas por bancos de investimento às recomendações dadas ao Brasil, Gerson afirmou que as instituições financeiras “têm a sua própria opinião”.

“A nossa opinião é que as coisas vão bem e o Brasil está fazendo progressos importantes e vai seguir fazendo isso.”

Sobre eventuais preocupações do FMI com o comprometimento do país com a responsabilidade fiscal, Gerson disse estar “tranqüilo”. “Não estou preocupado com isso.”

A missão do FMI chegou ao Brasil na última semana e terá sua primeira reunião com o ministro da Fazenda na manhã de hoje.

O valor total do atual programa do Brasil com o Fundo é de US$ 14,8 bilhões. Dados já divulgados pelo Banco Central mostram que o país cumpriu com folga a principal meta do acordo para o primeiro trimestre, que era um superávit primário de R$ 14,5 bilhões.

A aprovação dessa avaliação pela diretoria do FMI permitirá ao País sacar uma nova parcela do acordo, no valor de cerca de 1,3 bilhão de dólares, mas o governo já anunciou que não pretende acessar os recursos.