Uma análise do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, realizada a partir de dados do governo chinês, concluiu que ao longo de pouco mais de uma década a China consumiu até 14% mais carvão que o antes reportado. A produção doméstica de carvão do país, por sua vez, avançou até 7% mais que o antes previsto entre 2000 e 2013.

A nova análise foi baseada em dados preliminares do governo da China, que mostraram uma grande revisão para cima no consumo total de energia no país asiático, medido em toneladas equivalentes de carvão, uma métrica comum da indústria e do governo.

Em termos práticos, a nova análise significa que, durante seu período recente de crescimento mais forte, a China consumiu até centenas de milhões de toneladas de carvão a mais que o antes previsto.

A análise do DoE também apoia aqueles que dizem que o consumo de carvão chinês atingiu um pico, pelo menos por ora. O órgão dos EUA estima que o consumo de carvão chinês recuou 2% no ano passado. Os altos níveis de poluição aérea são uma fonte de descontentamento público na China e ajudaram a forçar o governo a mudar levemente seu mix de energia, reduzindo o uso do carvão em anos recentes. As fontes alternativas, como a energia solar e o gás natural, estão sendo mais usadas, mas o grande consumo de carvão significa que qualquer mudança significativa será gradual e pode levar décadas.

A revisão em alta também é um lembrete sobre quão pouco confiável o dado do governo chinês pode ser. O DoE aponta que um dos problemas é que frequentemente os totais divulgados por Pequim não batem com a soma dos números da produção em cada região do país.

A preocupação com a economia da China teve grande peso na queda nos preços das commodities nos últimos meses. Fonte: Dow Jones Newswires.