Brasília (AE) – As empresas de telefonia celular querem mais prazo para implantar a portabilidade, que permitirá ao usuário continuar com o número de telefone quando mudar de operadora. O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Telefonia Celular (Acel), Ércio Villi, disse ontem que a entidade vai pedir à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que amplie de nove para 18 meses o prazo para fazer as mudanças na rede das empresas. Villi participou ontem pela manhã de audiência pública, na sede da Anatel em Brasília, em que estão sendo discutidas as regras propostas pelo órgão regulador sobre a portabilidade.

A agência quer publicar até o dia 15 de dezembro o regulamento definitivo. A partir daí, as empresas terão nove meses para começar a fazer os testes. ?Nove meses é um prazo absolutamente inviável?, disse o presidente da Acel. Segundo ele, o impacto da portabilidade ?é enorme? na rede das empresas e no relacionamento delas com os clientes, uma vez que as operadoras de telefonia celular têm, ao todo, 95 milhões de usuários no País.

Segundo o presidente da Anatel, Plínio de Aguiar Júnior, na abertura da audiência pública, ?os prazos são exeqüíveis.? Pela proposta de regulamento, as operadoras teriam, após os nove meses de preparação da rede, outros nove meses para testes e implantação da portabilidade, que, assim, terminaria em julho de 2008. ?De todos os regulamentos da Anatel, esse é o que traz mais benefícios inequívocos a todos, principalmente ao consumidor?, afirmou, ainda, Plínio de Aguiar. A Acel quer também, segundo Villi, que seja ampliado de 50 dias para 120 dias o prazo para que as empresas façam sugestões de mudança na proposta de regulamento.