As bolsas asiáticas encerraram o pregão desta segunda-feira em baixa, pressionadas pelos últimos desdobramentos do conflito comercial entre Washington e Pequim. Os mercados da China continental, de Hong Kong e de Taiwan, porém, não operaram devido a feriados.

Na sexta-feira (15), os EUA anunciaram a imposição de tarifas de 25% sobre importações chinesas no valor de US$ 50 bilhões. No mesmo dia, a China anunciou uma retaliação na mesma proporção, apesar do presidente americano, Donald Trump, ter ameaçado adotar barreiras adicionais caso isso ocorresse.

As tarifas dos EUA serão aplicadas em duas etapas. A primeira atingirá importações de US$ 34 bilhões e entrará em vigor no dia 6 de julho. Já a barreira sobre os restantes US$ 16 bilhões estará sujeita a uma revisão antes de começar a valer. A China agirá da mesma forma, mas existe o temor de que Pequim tarife produtos de energia americanos na segunda fase, fator que ajuda a pressionar as cotações do petróleo desde o fim da semana passada.

Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 0,75% hoje, a 22.680,33 pontos, à medida que os temores comerciais ajudaram a impulsionar o iene em relação ao dólar, castigando ações de exportadoras japonesas, como Komatsu (-3,9%), Hitachi (-3%) e Sony (-1,6%). E o setor de energia e carvão teve queda de 3,7% na capital do Japão, diante do comportamento recente do petróleo, que ampliou perdas durante a sessão asiática, depois de fechar a última sessão em Nova York e Londres com robustas perdas de 2,7% a 3,3%.

Na Coreia do Sul, o Kospi recuou 1,16%, a 2.376,24 pontos, seu terceiro menor nível este ano. Apenas a Samsung Electronics, maior componente do índice sul-coreano, registrou desvalorização de 2,2%, e a siderúrgica Posco caiu 2,5%.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou no azul pelo segundo pregão seguido, uma vez que o bom desempenho de grandes bancos domésticos mais do que compensou a fraqueza – gerada por preocupações comerciais – de papéis ligados a commodities. O S&P/ASX 200 avançou 0,17% em Sydney, a 6.104,10 pontos. Com informações da Dow Jones Newswires.