O volume de novos depósitos no sistema de previdência privada complementar aberta cresceu 23,18% no primeiro quadrimestre deste ano ante o mesmo período de 2005, chegando em R$ 6,470 bilhões, informou a Associação Nacional de Previdência Privada (ANPP). Somente no mês de abril, as captações cresceram 13% ante abril de 2005, totalizando R$ 1,5 bilhão.

O Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) captou R$ 4 bilhões de recursos entre janeiro e abril, com crescimento de 50% em relação ao volume de recursos captados no mesmo período de 2005, de R$ 2,7 bilhões. E o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) apresentou captação de R$ 1,4 bilhão, o que representou uma alta de 6,86% em relação ao mesmo período de 2005. Os planos tradicionais captaram R$ 1 bilhão, com queda de 17,42% contra o volume arrecadado entre janeiro e abril de 2005, de R$ 1,2 bilhão.

Em relação ao público que investe em previdência, o melhor desempenho ficou com os planos individuais, que tiveram crescimento de 30,43%, passando de R$ 3,9 bilhões para R$ 5,5 bilhões entre o primeiro quadrimestre de 2005 e o primeiro quadrimestre de 2006

Os planos corporativos e os voltados para menores de idade empataram em segundo lugar, registrando um crescimento de 8% no volume de novos depósitos. O volume de investimentos nos planos para menores de idade subiu de R$ 218,9 milhões entre janeiro e abril de 2005, para R$ 236,2 milhões no mesmo período de 2006

Entre os planos corporativos, a captação de novos recursos passou de R$ 1 bilhão no primeiro quadrimestre de 2005 para o R$ 1,2 bilhão registrado no primeiro quadrimestre deste ano.

Em relação às seguradoras, a Bradesco Vida e Previdência lidera o ranking de captação, com 36% dos volumes de contribuição; seguida pela Itaú Vida e Previdência, 17%; Brasilprev, 11%; Unibanco, 8%; Caixa Vida e Previdência, 8%; HSBC, 5%; Real, 4%; Santander, 3%; Icatu Hartford, 2%; e Capemi, 1%. As demais seguradoras somam 5% do total de novas contribuições.

A carteira de investimentos do mercado de previdência privada – que inclui reservas técnicas, reservas livres, capital de seguradoras e outros valores – cresceu 25,87% no primeiro quadrimestre do ano ante o mesmo período do ano anterior. Com isso, a carteira do setor acumulou R$ 86,6 bilhões.